Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019
Matérias-Primas

Milho: Bolsa de Chicago fecha segunda-feira estável
Campinas, SP, 08 de Janeiro de 2019 - O primeiro dia da semana chegou ao final com os pregões internacionais apontando leves desvalorizações, muito próximas da estabilidade, nos preços do milho. Dessa forma as principais cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram quedas entre 0 e 0,6 pontos. O vencimento março/19 era cotado a U$ 3,82 por bushel e o maio/19 apontava U$ 3,90 por bushel.

Conforme noticiado pela Agência Reuters, o milho diminuiu com um leve revés de lucro das recentes altas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adiou vários relatórios importantes sobre as colheitas domésticas e mundiais devido à paralisação parcial do governo de duas semanas e novas datas de lançamento para o relatório mensal de estimativas de oferta e demanda agrícola mundial e outros dados originalmente programados para sexta-feira, 11 de janeiro, serão definidos assim que o financiamento do governo for restaurado, disse o USDA.

Mercado Interno

Já o mercado interno permaneceu com estabilidade na maioria das praças. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, apenas as cidades de Ponte Gross/PR e Luis Eduardo Magalhães/BA apresentaram valorizações de 2,94 e 3,13 pontos porcentuais e preço de R$ 35,00 e R$ 33,00 respectivamente.

De acordo com a XP Investimentos, após valorizações intensas no início de 2019 o mercado paulista de milho abre a semana estudado. Compradores repuseram parte dos estoques consumidos durante o período de festas e, agora, reduzem o ímpeto. Produtores locais permanecem fora das vendas e as especulações de Intermediários e Silos pelo grão diferido, ao menos nessa abertura, perdem força. De acordo com informantes, o milho tributado (MS e MG) também reaparece nas praças paulistas, amenizando a pressão de demanda.

Quanto ao início da colheita da safra de verão, agentes dividem suas opiniões para com o direcional de preços (aumento de disponibilidade VS seca na região Sul e Centro Oeste e inflação dos fretes). Nos portos, tradings com postura de pagar prêmios maiores para originar o milho e virar as atenções, o mais rápido possível, para os embarques de soja. Apesar do aumento dos prêmios, a baixa do dólar, por outro lado, tem minado valorizações ainda maiores.

Dólar

A moeda americana encerrou o dia em alta diante do real. O dólar avançou 0,53%, a 3,7343 reais na venda, depois de bater a mínima de 3,6907 reais. Na máxima, foi a 3,7350 reais. Segundo a Agência Reuters, essa tendência aconteceu após três quedas consecutivas, num movimento de correção que, no entanto, foi limitado pelo forte recuo da moeda norte-americana no mercado internacional.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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