Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
Mercado Externo

Peste suína avança na China e deve mexer com o mercado mundial

Líder, país deverá ter produção menor e elevar as importações de carne.
São Paulo, SP, 26 de Outubro de 2018 - A suinocultura da China passa por um momento complicado. Há um avanço da peste suína africana por várias das principais regiões produtoras do país.

Por ser a maior produtora e consumidora mundial de carne suína, o avanço da doença poderá mexer com o mercado mundial. A China produz 56 milhões de toneladas e consome 56 milhões por ano.

Além da China, a Europa, outro importante mercado consumidor e exportador, também apresenta as primeiras regiões com a doença.

A União Europeia produz 24 milhões de toneladas por ano e consome 21 milhões, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

O avanço da peste suína africana na China deverá provocar sérios problemas no sistema de produção local e elevar a necessidade de importação, segundo estudo do Rabobank, banco especializado em agronegócio.

Para evitar que a doença alcance novas regiões, a China proibiu o transporte de animais. A medida derruba os preços nas regiões produtoras e eleva nas que dependem de compra de outras regiões.

Essa instabilidade do mercado traz problemas para os produtores, principalmente para os pequenos. Parte deles está deixando de produzir, aponta o banco.

Segundo a Embrapa, o vírus da peste suína foi detectado em suínos de subsistência na China e na Romênia e em javalis na Bélgica.

Nesses surtos, a fonte comum de infecção foram restos de alimentos contendo produtos não cozidos, derivados de suínos, contaminados com o vírus. A doença é hemorrágica, mas não é transmitida para os seres humanos.

Janice Zanella, chefe-geral da Embrapa Aves e Suínos, diz que há uma preocupação muito grande no Brasil com a doença.

"Nenhum país pode ser considerado como de risco zero, principalmente com o aumento contínuo dos transportes mundiais. Os efeitos da doença são desastrosos, segundo a chefe da Embrapa Aves e Suínos.

O fluxo de navios entre Brasil e China é grande. Os navios que vão com farelo de soja e soja voltam com outros produtos e insumos que o Brasil importa do país asiático.

Pesquisas feitas no Estados Unidos indicam que o vírus tem uma resistência muito grande, até mesmo em condições adversas para ele.

O Brasil precisa se precaver e não passar por mais um susto, principalmente depois das operações da Polícia Federal no setor de proteínas, segundo Zanella.

Essa é uma medida que os Estados Unidos já estão tomando, principalmente porque uma eventual ocorrência da peste suína no mercado americano geraria prejuízo de bilhões de dólares, segundo Usda.

Uma intensificação da doença nas granjas chinesas fará com que o país eleve as importações. E o Brasil é um dos fornecedores.

As importações chinesas de carne suína aumentaram 10% em agosto último, em relação a igual período do ano passado, um sinal de que a necessidade de compra externa está aumentando, segundo o Rabobank.

Dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) mostram que as importações chinesas de carne suína brasileira, no mês passado, superaram em 361% as de igual período de 2017.
(Folha de S.Paulo) (Mauro Zafalon)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 16/02
Sexta-Feira, 15/02
Frango: Cepea aponta que poder de compra vem registrando mais um mês de queda (09:32)
Ovos: preços de fevereiro são os maiores desde junho/2018, destaca Cepea (09:30)
China anuncia tarifas de até 32,4% ao frango brasileiro por 5 anos (08:21)
Para cobrir rombo, Estados elevam tributação sobre agronegócio (08:11)
Suíno Vivo: altas em SP, PR, MG e GO (08:08)
Boi Gordo: mercado em ritmo lento (08:06)
Boi Gordo: volume de animais abatidos no BR se eleva em 2018 (08:05)
Milho: mercado estável (08:04)
Soja: preços registram alta (08:00)
MSD Saúde Animal patrocina Congresso de Ovos e debate complexo respiratório em espaço empresarial (07:43)
Quinta-Feira, 14/02
Mercado será foco dos debates na abertura do Simpósio Brasil Sul de Avicultura (13:52)
2ª Conbrasul Ovos abre período de inscrições online (13:38)
Indústria de alimentos prevê avanço de até 4% (09:34)
Etanol de milho avança (09:32)
Nova regra incentiva emissão de letras de crédito do agronegócio (08:50)
Pilgrim’s Pride registra prejuízo de US$ 8,2 milhões no 4º trimestre (08:40)
Recall da BRF expõe falha e transparência (08:38)
IOB segue sua campanha em São Paulo (08:26)
Vetanco homenageia Cooperitaipu (08:22)
Suíno Vivo: estabilidade nas cotações (08:16)
Boi: em SP, preço da arroba está estável (08:12)
Milho: estabilidade domina o dia (08:05)
Preços da soja sobem no Brasil nesta 4ª feira (08:00)
Quarta-Feira, 13/02
VAXXITEK® já imunizou 100 bilhões de aves contra Marek e Gumboro (11:53)
Santa Catarina começa o ano com alta nas exportações de carnes (11:23)
Por salmonela, BRF faz recall de lotes de frango no Brasil e exterior (08:22)
Exportações do agronegócio sobem 6% em 12 meses e somam US$ 102,14 bilhões (08:07)
Suíno Vivo: alta de 5,12% em SC (08:05)
Boi gordo: oferta restrita dificulta a compra pelos frigoríficos (08:03)
Mercado Interno do milho permanece estável (08:00)
Brasil proíbe uso de antibióticos promotores de crescimento (07:51)
Clima adverso faz Conab e IBGE reduzirem projeções para safra (07:50)
SP: produção de grãos deve superar sete milhões de toneladas (07:49)
Terça-Feira, 12/02
IBGE: Cai o abate de frangos, sobe o de bovinos e suínos (10:51)
Prêmio Lamas de pesquisa avícola está com inscrições abertas (08:22)
NUCLEOVET faz evento de lançamento dos Simpósios 2019 em Chapecó (08:20)
Suíno Vivo: alta de 2,94% no PR (08:09)
Mercado do boi gordo retoma fôlego (08:06)
Mercado interno do milho apresenta pouca movimentação (08:04)
Produção de soja poderá ser a menor em três anos (08:02)
Preços da soja no Brasil apresentam poucas mudanças (08:00)
Por que ainda não sou vegetariano (07:57)
Após suspensão, exportadores de frango do Brasil vão a Riad (07:56)
No centro de inovação da BRF, um olhar sobre o futuro da embalagem (07:55)