Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019
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Soja: preços voltam a cair no Brasil nesta 5ª feira e travam ainda mais negócios da nova safra
Campinas, SP, 11 de Outubro de 2018 - Nesta quarta-feira (10), os preços da soja terminaram os negócios na Bolsa de Chicago com baixas de mais de 10 pontos entre seus princpais contratos, refletindo as expectativas do mercado de números maiores que poderiam vir do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, 11. Com esse movimento, o vencimento novembro/18 termimou o dia valendo US$ 8,52 por bushel, perdendo 10,75 pontos, enquanto o maio/19 ficou em US$ 8,92.

No Brasil, mais uma vez os preços da oleaginosa acompanharam a trajetória das cotações na Bolsa de Chicago e também finalizaram o dia perdendo força, principalmente no interior do país.

As baixas entre as principais praças de comercialização do país variaram entre 0,65% e 5,59% somente nesta quarta, como foi o caso do Oeste da Bahia, onde a saca fechou o dia com R$ 67,50 por saca.

Nos portos, os indicativos também caíram e Rio Grande finalizou os negócios com R$ 90,00 no disponível, perdendo 0,55%, enquanto a referência novembro/18 foi a R$ 91,00, com queda de 1,09%. A exceção foi o spot em Paranaguá, que teve alta de 1,11% - acompanhando o avanço do dólar - e fechou com R$ 91,00 por saca.

Nesta quarta, a moeda americana passou por um movimento de correção após duas baixas fortes consecutivas e fechou com alta de 1,42%, valendo R$ 3,7635. Além disso, a espera pela pesquisa Datafolha da noite desta quarta e mais algumas declarações do candidato Jair Bolsonaro contribuíram para esse movimento.

"Eu, chegando lá, vou procurar o governo para aprovar uma reforma da Previdência que tenha aceitação do Parlamento e a população entenda como sendo justa e necessária", disse Bolsonaro, aventando a possibilidade de aumentar o tempo de serviço do serviço público, segundo noticiou a agência Reuters.

Os negócios no Brasil continuam travados. A pressão do dólar e do tabelamento dos fretes, além de outras inseguranças que rondam a nova temporada mantêm os produtores afastados de novos negócios. Em alguns locais, essa recente baixa do dólar já tirou R$ 10,00 por saca dos preços da soja da safra nova.

Bolsa de Chicago

No mercado internacional, a pressão maior veio das expectativas de números maiores para a nova safra norte-americana que podem ser apresentados pelo USDA no boletim destas quinta.

No entanto, o analista de grãos do portal internacional DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman, outros números que também irão merecer atenção são os das exportações norte-americanas, já que a dinâmica do comércio global mudou, principalmente no caso da oleaginosa.

Já para o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, o relatório poderia vir neutro para a soja. Segundo o executivo, uma revisão da produção e da produtividade parece não muito provável, apesar de ser essas as expectativas do mercado.

Por outro lado, Vanin acredita que o esmagamento nos EUA poderia ser revisado para cima - por conta das boas margens de esmagamento que são registradas por lá - bem como as exportações poderiam ser corrigidas para baixo. "Os chineses estão evitando ao máximo comprar soja por lá", diz, lembrando que ainda não há no front a possibilidade de um acordo entre China e Estados Unidos.

Para a produção norte-americana de soja, a média esperada pelo mercado é de 128,81 milhões de toneladas, em um intervalo variando de 125,82 a 133,08 milhões de toneladas. Em setembro, a safra dos EUA foi estimada pelo USDA em 127,72 milhões de toneladas.

A produtividade média esperada para esse novo reporte é de 59,85 sacas por hectare, em um intervalo de 58,28 a 61,64 sacss/ha. No último reporte, esse número veio em 59,17 scs/ha.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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