Sábado, 25 de Maio de 2019
Análise

No agronegócio, corrente comercial entre EUA e Brasil é difícil, mas equilibrada

Para proteger seus mercados internos, ambos os países impõem barreiras e cotas nas negociações.
São Paulo, SP, 04 de Outubro de 2018 - Donald Trump, presidente do Estados Unidos, não tem o que reclamar do Brasil no que se refere ao setor do agronegócio. Brasileiros e americanos têm um fluxo comercial muito semelhante, inclusive com importações e exportações de produtos similares.

Ambos defendem seus mercados com barreiras comerciais, impondo taxas em vários itens como carnes, suco, etanol e açúcar.

De janeiro a setembro, os brasileiros exportaram US$ 3,1 bilhões para os Estados Unidos no setor de agronegócio, enquanto os americanos colocaram produtos no valor de US$ 2,1 bilhões no Brasil.

Esses valores correspondem a R$ 11,9 bilhões e a R$ 8,1 bilhões, respectivamente, com base no valor do dólar de R$ 3,85 desta quarta-feira (3), segundo o Banco Central.

Trump tem razão, no entanto, em dizer que no Brasil é difícil fazer negócios. É difícil até para os brasileiros.

Lígia Dutra, superintendente de relações internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), diz que a corrente do agronegócio entre os dois países é equilibrada.

Ela admite, no entanto, que o Brasil enfrenta barreiras de vários países por ser uma economia muito fechada.

"Não existe mais comércio de mão única, e o Brasil precisa fazer um movimento de abertura", diz Dutra. A estratégia é tirar o máximo de vantagens nessas negociações, acrescenta.

Do lado do Brasil, um dos destaques entre as exportações é a celulose, que rendeu US$ 846 milhões até setembro. Em ambos os países, o etanol tem destaque na balança comercial. Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que o Brasil gastou US$ 596 milhões com a importação de álcool dos Estados Unidos neste ano.

Já os americanos gastaram US$ 367 milhões no Brasil com a compra desse combustível.

O terceiro produto da lista de exportações do Brasil é o café, commodity que os americanos não produzem. Foram US$ 530 milhões neste ano.

Já os americanos, aproveitando a deficiência industrial brasileira em alguns insumos agropecuários, obtêm boa fatia nesse mercado brasileiro.

Nos nove primeiros meses, as importações brasileiras de insumos químicos (fungicidas, herbicidas, pesticidas etc.) renderam US$ 516 milhões para os americanos. No mesmo período, o Brasil gastou US$ 503 milhões na compra de fertilizantes.

A relação comercial entre os dois países é pequena em outros setores como o de grãos e o de proteínas. Americanos e brasileiros têm um agronegócio similar e disputam praticamente os mesmos mercados em carnes, soja e milho.

No setor de grãos, os produtores dos Estados Unidos levam vantagem no trigo, cereal do qual o Brasil é dependente. O produto americano, porém, nem sempre é competitivo, uma vez que recebe uma tarifa de 10% para entrar no Brasil.

O etanol dos Estados Unidos também sofre barreira comercial no Brasil. A taxa imposta é de 20% para o volume que exceder 600 milhões de litros. Os dois países, porém, dependendo do período do ano, se complementam com importações e exportações desse combustível.

Se o Brasil penaliza o álcool, os Estados Unidos colocam cotas e barreiras sobre o açúcar brasileiro, reduzindo o potencial de exportação nacional.

Os EUA dão uma cota anual de exportações para as usinas brasileiras. O volume que supera essa cota recebe uma tributação pesada.

Um importante mercado para o suco de laranja brasileiro, os Estados Unidos também colocam barreiras ao produto nacional. São US$ 415 por tonelada.

Entre as bebidas, os americanos mandam para o Brasil uísque, licores, vinho e cerveja. Já na lista das bebidas exportadas pelo Brasil aos americanos estão cachaça e espumantes.
(Folha de S.Paulo) (Mauro Zafalon)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sábado, 25/05
Sexta-Feira, 24/05
MSD Saúde Animal promove 2° Encontro Empresarial na Europa para experiências com Innovax ND-IBD (10:40)
Frango: exportação aquecida diminui oferta interna e eleva preços (10:16)
ABPA comemora renovação de cotas de importação do México para aves (10:11)
IPCA-15 foi de 0,35% em maio (10:09)
Confiança do Agronegócio encerra 1º trimestre otimista (09:23)
Safra de grãos do Paraná poderá chegar a 37 milhões de toneladas (09:06)
Balança comercial do agronegócio deste ano não repete o recorde de 2018 (08:59)
Ministério busca ampliar número de frigoríficos aptos a exportar à China (08:46)
EUA confirmam ajuda de até US$ 16 bi a produtores (08:42)
Mercado do Boi: compradores fazem oferta de compra abaixo da referência em boa parte das praças pecuárias (08:37)
Exportação de milho do Brasil, mais competitivo que o dos EUA, deve ganhar ritmo (08:28)
Suínos: preço do milho sobe, mas média ainda favorece relação de troca (08:17)
Boi: exportações de carne seguem em ritmo acelerado (08:16)
Pecuaristas ainda com poder de cadenciar vendas, mais China, seguram a @ do boi (08:14)
Milho se desvaloriza em Chicago (08:12)
Soja tem leve avanço em Chicago nesta 6ª feira (08:04)
Acordo entre UE e Mercosul leva pânico a produtores de carne franceses (08:00)
Projeto Campo Futuro levanta custos de produção agropecuária em Santa Catarina (07:40)
Governador do Paraná conhece abatedouro avícola daUnitá (07:39)
Brasil manda lista de 30 frigoríficos indicados a exportar para a China (07:36)
Quinta-Feira, 23/05
Conferência FACTA WPSA-Brasil marca os 30 anos da entidade e coloca a avicultura brasileira em evidência (09:21)
CEO da Aviagen explora “Responsabilidade de Alimentar o mundo”, tema da Conferência FACTA 2019 (09:00)
ICC Brazil reforça o seu compromisso com as universidades (08:48)
Nova fórmula reduz fretes para os grãos (08:47)
Queda não será generalizada (08:46)
Queda não será generalizada (08:46)
Americanos obtêm mais carne bovina com rebanho menor (08:40)
China quer habilitar apenas mais 20 frigoríficos brasileiros (08:34)
Mercado do boi: preços seguem andando de lado (08:05)
Soja opera estável nesta 5ª feira em Chicago (08:00)
Tereza Cristina: “Vamos democratizar mais o crédito agrícola” (07:33)
Abertura do CPAgro Copacol tem a participação de 1,7 mil pessoas (07:31)
Diretor-Geral da FAO: voto do Brasil vai para vice-ministro da agricultura chinês (07:31)
SRB debate futuro dos contratos agrários com Ministro do STJ (07:30)
Oeste catarinense busca internacionalização da região (07:28)
Milho se recupera durante a 4ª feira e registra 8º dia seguido de cotações em alta na Bolsa de Chicago (07:05)
Soja fecha em alta na CBOT nesta 4ª feira (07:00)
Quarta-Feira, 22/05
SP: preços agropecuários caem 0,43% na primeira semana de maio (11:14)
5ª FAVESU: maior evento de avicultura e suinocultura do ES será em junho (11:03)
Regulamento traz organização e transparência para o Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos (09:36)
Yes amplia equipe e anuncia novo gerente comercial para o Brasil (08:47)
Venda de participação em ativos no Oriente Médio no foco da BRF (08:27)
Mercado do boi: alterações pontuais nas cotações (08:15)
Peste suína africana na China deve dar suporte aos preços da carne nos Estados Unidos (08:10)
Milho fecha terça-feira em alta pela sétima sessão seguida (08:05)
Soja: mercado inverte movimento e fecha em queda na 3ª feira (08:00)
Matopiba deverá ser o principal fornecedor de milho brasileiro para o México (07:17)
Terça-Feira, 21/05
Marcas apostam em 'carne vegetal' no país (15:39)
Safeeds apresenta linha de conservantes na Fenagra 2019 (15:35)
Vetanco do Brasil promoverá o produto Uniwall MOS 25 no Simpósio Goiano de Avicultura (09:23)
PIB do agronegócio brasileiro mantém queda no primeiro bimestre do ano (09:15)
PIB do agronegócio caiu no 1º bimestre, diz Cepea (09:10)
SC: exportações do agronegócio crescem 7,7% em 2019 (08:00)
Boi recupera a estabilidade em SP e a mantém em outras praças (07:55)
Milho: produtores se retraem e preços voltam a subir no Brasil (07:51)
Soja segue em alta nesta 3ª feira em Chicago refletindo plantio lento nos EUA (07:50)
Soja: cotações têm forte alta no Brasil e nos EUA (07:49)
Comitiva visita Santa Catarina visando à Rota do Milho (07:29)
Controle de gastos para otimizar a produção e ajudar na negociação (07:28)