Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
Matérias-Primas

Soja: recuo em Chicago pesa sobre preços nos portos do BR, mas dólar e prêmios limitam baixa
Campinas, SP, 19 de Setembro de 2018 - Os preços da soja voltaram a recuar nesta terça-feira (18) no mercado brasileiro, principalmente nos portos, com o mercado acompanhando as baixas registradas na Bolsa de Chicago. Ainda assim, as referências ainda sustentam referências firmes e importantes para os produtores nacionais.

O produto disponível, no terminal de Paranaguá, fechou o dia com R$ 97,70 por saca e queda de 0,31%, enquanto em Rio Grande foi a R$ 93,00, com queda de 1,06%, e de 0,74% para o indicativo de outubro/18. Já a referência março/19 ficou com R$ 86,00 por saca, estável no porto paranaense.

No interior, os preços caminharam nas duas direções e, cada vez mais, obedecem às suas realidades mais regionalizadas. E em muitas delas, as cotações refletiram uma nova alta do dólar frente ao real como foi observado nesta terça-feira. Assim, em vários pontos do país as altas chegarama superar 1%.

A moeda americana terminou os negócios com alta de 0,41%, valendo R$ 4,1422, corrigindo parte da baixa de 1% do pregão anterior.

"O mercado já vê com bons olhos um segundo turno entre Bolsonaro e PT, porque há grandes chances do deputado vencer", comentou o operador Jefferson Laatus, sócio da LAATUS Educacional á agência de notícias Reuters, ponderando, entretanto, que o movimento da véspera foi um pouco exagerado "e o mercado tentava corrigir um pouco nesta sessão".

Ao lado do câmbio, porém, a demanda que se mostra ainda muito forte pela soja brasileira, os baixos estoques nacionais e os consequentes prêmios altos pagos pelo produto brasileiro formam um ambiente ainda mais favorável para os preços.

As novas ações dos Estados Unidos e da China em meio a uma guerra comercial que já se arrasta desde maio podem continuar favorecendo a formação dos preços da soja no Brasil. O governo americano impôs mais US$ 200 bilhões em tarifas sobre produtos da nação asiática e os chineses retaliaram com outros US$ 60 bilhões em produtos estadunidenses.

A demanda da China pela soja dos Estados Unidos, que já vinha enfraquecida, deverá ficar ainda mais restrita e os maiores compradores mundiais deverão manter seu foco na América do Sul. Os prêmios pagos pelo produto brasileiro deverão, portanto, manter sua consistência e até mesmo as posições mais distantes de entrega, também poderão, mesmo que não tranistem no mesmo intervalo dos prêmios atuais, ganhar um pouco mais de força.

Bolsa de Chicago


Na contramão, as novas notícias da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo mais uma vez pressionaram os preços da soja na Bolsa de Chicago. No pregão desta terça, os futuros da oleaginosa terminaram perdendo mais de 9 pontos entre as posições mais negociadas.

Assim, o contrato novembro/18 terminou os negócios valendo US$ 8,14 por bushel, enquanto o março/18, referência para a safra brasileira, ficou em US$ 8,41.

"As tensões comerciais e o avanço da colheita americana continuam pressionando os preços da soja", diz o analista internacional Ben Potter, do portal Farm Futures.

De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 6% da área cultivada já foi colhida. No ano passado eram 4% e a média dos últimos cinco anos é de 3%. O índice fica bem acima das expectativas do mercado que variavam de 2% a 3% para esta semana.

O reporte mostra ainda que 67% das lavouras dos EUA estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% da semana anterior. 23% dos campos se apresentavam em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.

Entre os prêmios para a soja americana, os valores recuaram de 5 a 10 cents de dólar na maior parte das praças processadoras dos Estados Unidos, mas conseguiram manter alguma estabilidade no interior do Meio-Oeste norte-americano.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Terça-Feira, 11/12
Segunda-Feira, 10/12
Sexta-Feira, 07/12
Cresce mobilização de caminhoneiros por nova paralisação (16:15)
Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019 já tem data e temas definidos (12:52)
Qualidade de água é tema de palestra da Vetanco (09:50)
Cobb-Vantress premia melhores lotes da região Nordeste (09:07)
NUCLEOVET apresenta planejamento 2019 em evento em SP (09:03)
FRANGO/CEPEA: exportações recuam, mas valores da carne sobem em novembro (08:14)
Início de dezembro apresenta maior firmeza nas cotações do boi gordo (08:04)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quinta-feira com leves baixas (08:00)
A pedido da CNA, STF suspende multas pelo descumprimento da tabela do frete (07:37)
Paraná desburocratiza processo de licenciamento ambiental (07:30)
Depois do frango, Marrocos libera importação de carne bovina dos EUA (06:28)
Quinta-Feira, 06/12
Avicultura gaúcha sofre após desabilitação de unidades de abate (23:34)
“Conexão Aviagen” promove o crescimento e o sucesso do Ross 308 AP (08:50)
SUÍNOS/CEPEA: em novembro, média do vivo é a maior em 2018 em muitas regiões (08:28)
BOI/CEPEA: diferentes necessidades seguem resultando em oscilação do indicador (08:20)
Efeito da trégua entre EUA e China já é menor sobre commodities agrícolas (08:15)
Boi Gordo: preço sobe em São Paulo (08:10)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quarta-feira com preços do milho estáveis (08:05)
Soja: Chicago estável e prêmios em queda levam disponível em Paranaguá aos R$ 79 nesta 4ª feira (08:00)
PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 2% em 2019, prevê CNA (07:23)
SC aumenta exportação de frango em 14% e a de suínos em 33,6% (07:21)
Licenciamento ambiental em São Paulo para a avicultura (07:19)
Quarta-Feira, 05/12
JBS contrata Guilherme Cavalcanti como CFO (10:34)
El Niño fraco deve 'poupar' safra 2018/19 (10:26)
Vetanco promove palestra técnica junto a Cooperativa Lar (10:19)
Mês difícil para agroindústria ajudou a frear resultado de outubro (08:31)
JBS terá primeiro CEO que não é da família Batista (08:15)
Itamaraty deve reforçar foco agrícola (08:11)
Cenário positivo para o mercado do boi gordo (08:08)
Milho: Bolsa de Chicago fecha terça-feira com alta nos preços do milho (08:06)
Sem nenhum movimento que indique volta às compras dos chineses, soja em Chicago aguarda divulgação de regras definidas em trégua (08:00)
Lar Cooperativa recebe quatro troféus de Inovação (07:42)
Ponta Porã: Programa de incubadoras avança na Nova Itamarati (07:40)
JBS troca comando da empresa (07:39)