Sábado, 21 de Julho de 2018
Produção

Produção de perus enfrenta desafios no Brasil e no mercado externo
São Paulo, SP, 10 de Julho de 2018 - O embargo da União Europeia à BRF escancarou os desafios da produção de carne de peru no Brasil. O consumo dessa proteína estagnou nos últimos anos nos mercados interno e externo, adiando investimentos ambiciosos no segmento.

Em 2015, a JBS chegou a anunciar um investimento de cerca de R$ 450 milhões para reformar uma planta em Itaporã (MS) e dedicá-la ao abate de perus. A intenção da empresa, que é dona da Seara, era inaugurar neste ano o maior frigorífico de perus da América Latina.

Mas o investimento não ocorreu - e não foi por conta da política de contenção de gastos implementada pela JBS após o acordo de delação premiada dos irmãos Batista. O que segurou os investimentos foi a perspectiva negativa para a demanda global de peru, apurou o Valor.

Atualmente, a JBS tem apenas um abatedouro de perus, em Caxias do Sul (RS). A unidade tem capacidade para processar pouco menos de 30 mil aves por dia. Com o encolhimento das operações da BRF, a expectativa de especialistas do setor é que a Seara ganhe espaço na exportação, passando a deter mais de 50% das vendas ao exterior - até 2017, essa fatia era inferior a 30%, de acordo com duas fontes.

No mercado nacional, no entanto, a Seara terá dificuldade para ocupar o espaço que será aberto pela BRF. "Já não tinha capacidade para produzir mais presunto de peru", afirmou um especialista que conhece as operações da JBS, citando a falta de sobrecoxa de perus. Procurada pelo, a Seara não comentou.

Em audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, em 12 de junho, o vice-presidente de eficiência corporativa da BRF, Jorge Luiz de Lima, também enfatizou a estagnação do mercado de carne de peru. Maior consumidor mundial, os Estados Unidos são autossuficientes. Por sua vez, o México, outro importante consumidor, vale-se da proximidade dos americanos para importar carne de peru, disse.

Na ocasião, Lima afirmou que o Chile ainda é um mercado que o Brasil consegue acessar, mas apenas por causa da estratégia dos chilenos para direcionar a produção local à UE. "O Chile compra do Brasil barato porque estamos liquidando in natura", lamentou.

Além disso, um executivo da indústria também avaliou que o consumo na União Europeia vem sofrendo com o "preconceito sanitário" devido às preocupações com a maior ocorrência de gripe aviária em perus - o vírus, no entanto, não é transmitido por meio do consumo.

De acordo com as últimas estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as indústrias brasileiras produziram cerca de 390 mil toneladas de carne de peru no ano passado. As exportações de carne de peru do país alcançaram 110 mil toneladas em 2017, rendendo US$ 273 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura.

No mundo, as estatísticas sobre o mercado global de peru estão desatualizadas. Referência nas projeções agrícolas mundiais, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) só tem dados até 2014. Considerando esses números, o Brasil é o terceiro maior produtor e exportador. EUA e União Europeia lideram esse mercado, com produção de 2,6 milhões de toneladas e 1,9 milhão de toneladas, respectivamente.

(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
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