Terça-feira, 13 de Novembro de 2018
Exportação

Brasil pode retaliar UE por causa de cotas agrícolas pós-Brexit
Genebra, 05 de Julho de 2018 - Exportadores agrícolas, incluindo o Brasil, poderão acabar por retaliar a União Europeia (UE) por causa da repartição que Bruxelas quer fazer nas cotas agrícolas europeias após o Brexit (saída britânica do mercado comum europeu).



O Brasil tem interesse forte na questão, com várias cotas na UE, principalmente para açúcar, carnes bovina e de frango, envolvendo negócios de dezenas de milhões de dólares. Em certos acordos comerciais, países normalmente oferecem alocação de cotas para um parceiro exportar determinado volume, com alíquota menor, num comércio administrado para proteger o produtor local.



A expectativa da UE é que o Reino Unido vai deixar de ser membro da UE a partir de 30 de março de 2019, mas o acordo de saída atualmente em negociação ainda está longe de ser concluído.


Na semana passada, os líderes da UE autorizaram a Comissão Europeia, o braço executivo do bloco, a abrir negociações formais com membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a repartição das cotas.

O Valor apurou que, em encontro realizado nesta semana, em Genebra, representantes da UE e do Reino Unido reafirmaram a exportadores agrícolas o plano de repartir as cotas levando em conta o consumo britânicos e dos outros 27 países comunitários no período 2011-2015, e sem expandi-las, depois de 2019, quando se espera a concretização do Brexit. No entanto, os exportadores mostram-se insatisfeitos, pelo risco de fatias de mercado serem perdidas, tanto na Europa como no Reino Unido.


Toda exportação envolverá o custo de cruzar uma fronteira (papelada, transporte etc.). Esse é o aspecto central de discussão no Reino Unido sobre ficar fora, ou não, do mercado comum europeu. O mesmo acontece com os exportadores brasileiros. Quem antes exportava 100 numa única operação, vai ter agora que operacionalizar duas operações distintas para poder exportar o mesmo volume.



Com a repartição das cotas, o exportador perde a flexibilidade de alocar a cota de acordo com condições de mercado mais favoráveis na UE ou no Reino Unido. Além disso, a repartição, como querem UE e Reino Unido, "congela" uma situação do triênio 2011-2015, que pode não ser a mais vantajosa e nem representa mais a realidade dos fluxos de comércio hoje, na avaliação de exportadores.



Por isso, o Brasil e outros exportadores, incluindo EUA, Argentina, Canadá, Nova Zelândia, Tailândia e Uruguai, vão certamente querer compensações por eventual perda de mercado, conforme as regras da OMC.


A UE diz, de um lado, que está pronta a negociar, mas de outro já avisou que não vê argumentos para justificar o pagamento de compensações aos parceiros. Se esse cenário persistir, só restará aos exportadores retaliar a UE, até por questão de princípio. Além de cotas específicas, o Brasil faz um bom número de exportações através de cotas que são atribuídas a todos os países.

(Valor Econômico) (Assis Moreira)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Terça-Feira, 13/11
Segunda-Feira, 12/11
MILHO/CEPEA: depois de cair por quase três meses, preço sobe em algumas regiões (10:27)
SOJA/CEPEA: demanda internacional incerta reduz prêmio no Brasil e valores recuam (10:25)
Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária da IMED homenageia Francisco Sérgio Turra (10:20)
Languiru e Dália Alimentos assinam acordo de intenções (09:03)
'Futuro governo não pode fechar portas para o agronegócio' (08:15)
Soja opera em queda na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira e corrige altas da última semana (08:00)
Exportadores de carne temem mudança de embaixada para Jerusalém (07:36)
Sexta-Feira, 09/11
FRANGO/CEPEA: preço da carne inicia novembro em alta (09:41)
OVOS/CEPEA: oferta diminui e preços voltam a subir (09:30)
MSD Saúde Animal é reconhecida como a melhor empresa para se trabalhar no segmento de saúde animal (09:22)
"Nunca prometi prazo para virar o jogo na BRF", diz Pedro Parente (09:20)
Agora, Tyson foca expansão no exterior (09:17)
Cobb-Vantress compartilha experiência em manejo de machos no Latin American Poultry & Nutrition Congress 2018 (08:07)
Brasil e EUA vão produzir menos soja, mas estoques são recordes (07:54)
Contratação de crédito rural até outubro soma R$ 64 bilhões (07:52)
Boi: melhora da oferta colabora para queda dos preços da arroba (07:49)
Milho: USDA reduz projeção para a safra dos EUA e mercado fecha 5ª com leves altas em Chicago (07:48)
USDA tem efeito limitado e soja fecha estável na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira (07:46)
Quinta-Feira, 08/11
Wisium intensifica atuação na Região Sul (13:29)
SUÍNOS/CEPEA: início de mês e retomada das compras russas impulsionam preços (11:42)
BOI/CEPEA: apesar da pressão da indústria, indicador se sustenta (11:40)
China se torna o maior mercado para carne suína catarinense (09:45)
Grãos: Conab estima uma produção entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas (08:40)
Agronegócio elogia experiência de futura ministra, mas destaca desafios (08:17)
Boi Gordo: baixa volatilidade no mercado (08:10)
Exportações de carne de frango mantém alta em outubro (08:09)
Soja brasileira com boas perspectivas para 2019, mesmo se confirmado acordo entre China e EUA (08:00)
Quarta-Feira, 07/11
Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura de Bolsonaro (19:28)
JBS vai vender carne na China pela internet (08:32)
Acionistas da BRF aprovam extensão do mandato de Pedro Parente (07:46)
Presidente da ABPA é palestrante do II Congresso Internacional de Direito Agrário e do Agronegócio (07:30)
Carne bovina tem alta e pode colaborar com retomada de preço no mercado do boi (07:18)
Importações chinesas de soja vão cair 10%, diz USDA (07:10)
Soja fecha estável em Chicago e mantém mercado lento também no Brasil nesta 3ª feira (07:00)