Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
Política Agrícola

Soja: prêmios sobem mais de 20% no Brasil, mas queda forte em Chicago limita preços nos portos
Campinas, SP, 20 de Junho de 2018 - O dia de ontem foi bastante tenso e intenso para o mercado da soja, tanto no cenário internacional - onde as cotações terminaram o pregão perdendo quase 20 pontos - quanto no quadro interno depois do anúncio de Donald Trump de que as taxas sobre os produtos importados chineses poderiam chegar a US$ 400 bilhões.

O volume já anunciado e oficializado pelo presidente norte-americano é US$ 50 bilhões e a possibilidade de mais tarifação promoveu uma intensa aversão ao risco no mercado financeiro global, uma queda generalizada das commodities - com as agrícolas liderando as baixas - e levou os futuros da oleaginosa a baterem em suas mínimas de dois anos na Bolsa de Chicago.

"Os grãos continuam em uma fase de liquidação, atingindo suas novas mínimas não só na soja, mas também no milho. Além das negociações comerciais confusas e tensas entre China e Estados Unidos, a falta de uma ameaça climática à nova safra norte-americana também tem ajudado a manter essa pressão severa sobre os grãos em um mercado que está sobrevendido neste momento", diz Jason Roose, analista de mercado da U.S. Commodities.

Assim, depois de registrarem perdas de mais de 50 pontos ao longo do dia, as cotações da soja fecharam o dia em Chicago perdendo entre 19,50 e 20,50 pontos - ou mais de 2%, com o julho/18 sendo cotado a US$ 8,89 e o o agosto/18 valendo US$ 8,94 por bushel. O setembro conseguiu recuperar o patamar dos US$ 9,00 e o novembro/18 ficou em US$ 9,11. O julho, que ainda é a posição mais negociada, bateu em US$ 8,41 na mínima do dia.

"Hoje o dia foi de muita aversão ao risco acompanhando essa questão, que parece estar longe do fim, da disputa entre China e Estados Unidos", diz o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. Os participantes do mercado irão, portanto, esperar por uma melhor definição dessas novas negociações e ameaças para definir seus impactos reais sobre as cotações.

Paralelamente, o bom desenvolvimento da nova safra norte-americana também pesa sobre os preços. As condições de chuva e temperatura têm favorecido as lavouras e, com quase 100% do plantio concluído, mais de 70% das plantações se mostram em boas ou excelentes condições, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados em seu boletim semanal de acompanhamento de safras.

Mercado interno

No Brasil, o destaque ficou por conta dos prêmios. Os valores subiram, nas principais posições de entrega no porto de Paranaguá, mais de 20% somente nesta terça-feira. Julho/18 fechou o dia com US$ 1,65 por bushel acima dos valores praticados na Bolsa de Chicago, agosto com US$ 1,70 e setembro/18 com US$ 1,75.

Para o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os prêmios no Brasil poderiam alcançar os 200 pontos com, além dessa baixa em Chicago, a sinalização de uma demanda ainda maior da China pela soja brasileira na medida em que a nação asiática trava esta disputa comercial com os EUA.

Embora mais cara nesse momento, a soja brasileira ainda forma preços - contabilizando Chicago e prêmio - que mantêm as margens de esmagamento positivas para a indústria chinesa. O momento, portanto, mantém competitiva a oleaginosa nacional e na vitrine como a principal alternativa de oferta.

Mesmo diante dessa alta, os indicativos nos portos do Brasil não apresentaram grandes modificações nos negócios desta terça. Em Paranaguá, mantidos os R$ 82,00 por saca no disponível e os R$ 82,50 no março/19. Para Rio Grande, R$ 81,00 no spot e R$ 81,50 para julho/18, com altas de 0,75% somente na primeira referência. Os terminais de Santos, Imbituba e São Francisco do Sul fecharam o dia sem cotação.

A incerteza sobre o problema dos fretes e o tabelamento dos valores feito pela ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres) ainda mantém os preços limitados e os negócios travados no mercado brasileiro. Os vendedores estão retraídos, os compradores cautelosos e essa é, como explicam analistas e consultores, uma posição acertada até esse momento.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Terça-Feira, 11/12
Segunda-Feira, 10/12
Sexta-Feira, 07/12
Cresce mobilização de caminhoneiros por nova paralisação (16:15)
Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019 já tem data e temas definidos (12:52)
Qualidade de água é tema de palestra da Vetanco (09:50)
Cobb-Vantress premia melhores lotes da região Nordeste (09:07)
NUCLEOVET apresenta planejamento 2019 em evento em SP (09:03)
FRANGO/CEPEA: exportações recuam, mas valores da carne sobem em novembro (08:14)
Início de dezembro apresenta maior firmeza nas cotações do boi gordo (08:04)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quinta-feira com leves baixas (08:00)
A pedido da CNA, STF suspende multas pelo descumprimento da tabela do frete (07:37)
Paraná desburocratiza processo de licenciamento ambiental (07:30)
Depois do frango, Marrocos libera importação de carne bovina dos EUA (06:28)
Quinta-Feira, 06/12
Avicultura gaúcha sofre após desabilitação de unidades de abate (23:34)
“Conexão Aviagen” promove o crescimento e o sucesso do Ross 308 AP (08:50)
SUÍNOS/CEPEA: em novembro, média do vivo é a maior em 2018 em muitas regiões (08:28)
BOI/CEPEA: diferentes necessidades seguem resultando em oscilação do indicador (08:20)
Efeito da trégua entre EUA e China já é menor sobre commodities agrícolas (08:15)
Boi Gordo: preço sobe em São Paulo (08:10)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quarta-feira com preços do milho estáveis (08:05)
Soja: Chicago estável e prêmios em queda levam disponível em Paranaguá aos R$ 79 nesta 4ª feira (08:00)
PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 2% em 2019, prevê CNA (07:23)
SC aumenta exportação de frango em 14% e a de suínos em 33,6% (07:21)
Licenciamento ambiental em São Paulo para a avicultura (07:19)
Quarta-Feira, 05/12
JBS contrata Guilherme Cavalcanti como CFO (10:34)
El Niño fraco deve 'poupar' safra 2018/19 (10:26)
Vetanco promove palestra técnica junto a Cooperativa Lar (10:19)
Mês difícil para agroindústria ajudou a frear resultado de outubro (08:31)
JBS terá primeiro CEO que não é da família Batista (08:15)
Itamaraty deve reforçar foco agrícola (08:11)
Cenário positivo para o mercado do boi gordo (08:08)
Milho: Bolsa de Chicago fecha terça-feira com alta nos preços do milho (08:06)
Sem nenhum movimento que indique volta às compras dos chineses, soja em Chicago aguarda divulgação de regras definidas em trégua (08:00)
Lar Cooperativa recebe quatro troféus de Inovação (07:42)
Ponta Porã: Programa de incubadoras avança na Nova Itamarati (07:40)
JBS troca comando da empresa (07:39)