Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
Política Agrícola

Plano Safra 'possível' vira alvo de críticas
Brasília, DF, 07 de Junho de 2018 - O governo confirmou as expectativas para o Plano Safra 2018/19, que entra em vigor em 1º de julho, e anunciou ontem um acréscimo marginal no volume de crédito rural disponibilizado e uma redução pequena na taxa de juros, o que desagradou ao setor produtivo. A nova taxa com juros pós-fixados, que será atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), anunciada ontem, também gerou dúvidas sobre eventuais riscos aos produtores rurais.

Ao todo, o Plano Safra contará com R$ 194,3 bilhões, que incluem R$ 2,6 bilhões para leilões de intervenção de preços agrícolas e R$ 600 milhões para o Programa de Subvenções ao Prêmio do Seguro Rural e outros. Apenas em recursos para crédito rural, foram R$ 191,1 bilhões para linhas de custeio e investimentos, 1,5% mais que os R$ 188,3 bilhões ofertados em 2017/18. O montante foi antecipado na terça-feira pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Do total reservado para financiamentos, R$ 153,7 bilhões terão juros controlados pelo governo, 3% acima do disponibilizado em 2017/18. Um montante de R$ 37,4 bilhões serão ofertados a juros livres - nesse caso, os recursos são dos próprios dos bancos e não há aporte do Tesouro. O volume de recursos nessa rubrica é o mesmo que o reservado no ciclo anterior.

O acréscimo de recursos para as linhas de custeio e financiamento na nova safra foi pequeno. Para o custeio, foram disponibilizados R$ 151,1 bilhões, alta de 0,6% em relação ao oferecido no ciclo 2017/18. Para investimentos, serão ofertados R$ 40 bilhões ante R$ 38,1 bilhões do Plano Safra precedente.

Uma das linhas mais demandadas, o Moderfrota, voltada para a compra de máquinas agrícolas, terá R$ 8,9 bilhões, um recuo de 3,3% ante os R$ 9,2 bilhões da safra 2017/18. De acordo com o Ministério da Agricultura, a redução decorre da demanda aquém do esperado na atual temporada.

"O governo tem que estar à altura do sucesso extraordinário do agronegócio", afirmou o presidente Michel Temer, durante o anúncio do Plano Safra ontem, num afago a uma plateia de produtores e empresários do setor, que vêm mostrando descontentamento com a iniciativa do governo, na última semana, de tabelar os preços de fretes rodoviários para pôr um fim à greve dos caminhoneiros. A tabela terá adequações após as críticas.

Mas as principais entidades do agronegócio não pouparam críticas ao novo Plano Safra, nem consideraram que o pacote de crédito do governo esteve "à altura" do setor, principalmente no tocante às taxas de juros. Durante as negociações, associações de produtores chegaram a pedir uma redução de até 3 pontos percentuais nas taxas, mas o governo confirmou ontem uma queda de 1,5 ponto para a grande maioria das linhas de financiamento, numa batalha vencida pela equipe econômica. Até o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez ressalvas aos juros.

As taxas de juros de custeio serão reduzidas de 8,5% para 7% ao ano. Já para os médios produtores (Pronamp), as taxas vão cair de 7,5% para 6% ao ano. As taxas de juros para investimento sairão de entre 8,5% e 6,5% ao ano para entre 5,25% e 7,5% ao ano.

Para dar continuidade à política de incentivar esses recursos como fonte alternativa para o crédito rural, as taxas das operações baseadas nas captações de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também tiveram queda, de 12,75% para 8,5% ao ano.

"Eu também queria uma redução maior [nas taxas de juros] e faço coro com o setor, mas entendemos que temos uma legislação de teto de gastos e não adianta pedirmos mais do que é possível", declarou Blairo.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, queixou-se do volume de recursos anunciado para o programa de subsídios ao seguro rural e defendeu que o ideal seriam R$ 1,2 bilhão. "Apesar de um incremento de 50% nos recursos destinados à subvenção do seguro o valor ainda está longe do tamanho da agricultura brasileira."

O Ministério da Agricultura também confirmou uma taxa de juros pós-fixada, opcional e em caráter experimental, que será atrelada ao IPCA mais um percentual fixo para os financiamentos de custeio, investimento, das linhas do programa Funcafé, Pronamp (médio produtor) e até do Pronaf (agricultura familiar).

(Valor) (Cristiano Zaia)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sexta-Feira, 17/08
China estende por 6 meses investigação antidumping sobre importação de frango do Brasil (09:10)
Maggi cobra transparência e responsabilidade de empresas para o crescimento do agro (09:09)
Uso de modelos matemáticos na nutrição animal (07:30)
Suíno Vivo: cotações permanecem estáveis, com tendência para novas altas (07:28)
USDA: Vendas semanais de soja e milho dos EUA ficam dentro das expectativas (07:27)
Milho: com alta da soja e do trigo, mercado amplia ganhos no pregão desta 5ª feira em Chicago (07:27)
Desinfecção de ovos férteis será tema de palestra no 12º Simpósio da ACAV (07:25)
Soja sobe quase 3% em Chicago impulsionada por retomada de negociações entre China e EUA (07:25)
Grupo Mantiqueira lança a sua primeira linha de ovos produzidas no sistema "cage free" (07:24)
Desinfecção de ovos férteis será tema de palestra no 12º Simpósio da ACAV (07:00)
Quinta-Feira, 16/08
SUÍNOS/CEPEA: preços da carne e do animal vivo se elevam pela 2ª semana seguida (11:58)
BOI/CEPEA: preços fecham 1ª quinzena em alta (11:50)
Ricardo Santin recebe distinção: Personalidade da Avicultura Nacional (11:41)
Exportação aos árabes cai em receita, mas cresce em volume (09:03)
Jantar do Galo Especial e Prêmio Talentos da Avicultura RS será realizado nesta sexta-feira (17) em Gramado/RS (08:49)
Aumento da oferta de frango pressiona Seara (07:45)
Agronegócio brasileiro ganha mais espaço no mercado turco (07:44)
Alta de custo com frete para exportador pode chegar a R$ 25 bilhões (07:43)
Governo prorrogará pela quinta vez prazo de adesão a Refis do Funrural (07:38)
VIII CLANA: última semana de envio de trabalhos científicos e inscrições com desconto (07:37)
Milho: produtores seguram vendas e preços têm mais um dia de alta no mercado interno (07:35)
Soja cede mais de 10 pts em Chicago com pressão do dólar e intensa aversão ao risco (07:30)
Quarta-Feira, 15/08
Soja limita retração do valor da produção agropecuária do país (11:38)
Impacto da alta do dólar levou JBS a prejuízo de quase R$ 1 bi no 2º tri (08:25)
Miniboom de commodities está acabando, diz estudo (08:23)
Valor da Produção Agropecuária é de R$ 563,5 bilhões (08:17)
Milho: safra dos EUA dá suporte e mercado fecha a terça-feira com valorização de mais de 1% em Chicago (08:10)
Dificuldades financeiras da Argentina auxiliam soja em Chicago (08:01)
Soja devolve parte dos últimos ganhos em Chicago e opera com leve baixa nesta 4ª feira (08:00)
Terça-Feira, 14/08
Crédito rural: necessário manter e inovar (09:38)
Frango deve ficar mais caro para consumidores de MT nesta semana (09:26)
MILHO/CEPEA: estimativas de menor oferta mantêm vendedor recuado e preço segue em alta (07:57)
SOJA/CEPEA: dólar, exportação à China e menor estoque impulsionam cotações no Brasil (07:56)
Decisão sobre o glifosato alerta sojicultor no Brasil (07:51)
Milho: com clima favorável nos EUA, mercado recua nesta 2ª na CBOT e consolida 3ª desvalorização consecutiva (07:48)
Soja trabalha com estabilidade nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago ainda se ajustando (07:47)
Segunda-Feira, 13/08
Luciano Roppa assume Presidência do Conselho da Yes (14:48)
Horácio Rostagno enfoca tabelas brasileiras no LPN Congress 2018 (09:10)
Horácio Rostagno enfoca tabelas brasileiras no LPN Congress 2018 (09:05)
Dívida cresce, mas acordo com bancos anima BRF (08:26)
Soja avança no campo paulista (08:23)
Milho: em Chicago, mercado ainda reflete números do USDA e inicia semana com desvalorização de mais 1% (08:14)
Soja dá continuidade às baixas em Chicago nesta 2ª ainda refletindo USDA e clima nos EUA (08:13)