Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
Produção

Mato Grosso se reinventa para agregar valor
São Paulo, SP, 15 de Maio de 2018 - Se Mato Grosso fosse um país, seria o quinto maior produtor de milho. Ficaria atrás apenas dos Estados Unidos, da China, do Brasil e da Argentina.

No caso da soja, seria o quarto maior produtor, atrás dos Estados Unidos, do Brasil e da Argentina. É um mar de grãos.

Essa posição avantajada do estado veio com aumentos de área, de produção e de produtividade. Dentro da porteira, as coisas deram certo. Fora, porém, ainda restam muitos problemas a serem resolvidos.

Agora é hora, portanto, de reinvenção. O período de avanço sobre novas áreas perdeu ritmo, e os produtores buscam novos projetos para incrementar a renda.

Diante desse cenário, analistas do Rabobank fizeram um estudo sobre a agregação de valor e sobre a intensificação da produção agropecuária no estado, dando destaque à acelerada produção de milho.

Apesar da evolução produtiva dentro da porteira, a rentabilidade do milho safrinha é afetada pelo "custo Brasil". Isso porque apenas 15% da produção de milho fica no estado.

A expansão da produção refletiu sobre os preços da terra e faz o produtor redefinir as estratégias de sua atividade, segundo Victor Ikeda, analista do Rabobank para grãos.

Uma das saídas para o produtor tem sido a intensificação do uso da área ou a verticalização da produção, segundo o analista. A intensificação do uso da terra passa pela adoção de irrigação e obtenção de até três safras por ano.

A verticalização permite a utilização do milho para a produção de etanol. É uma indústria recente, mas com boa possibilidade de crescimento.

Uma série de fatores impulsiona a evolução dessa indústria, segundo Andy Duff, gerente do departamento de Pesquisa e Análise Setorial e especialista em açúcar e etanol do Rabobank.

Entre essas vantagens, ele cita o preço favorável do milho, o valor elevado do etanol no Norte e Nordeste e a remuneração do DGG, um coproduto oriundo da produção de etanol e usado na produção de proteínas.

Este é um momento interessante e de entusiasmo para a indústria de etanol de milho, mas também é um momento de mudanças, e necessita de boas avaliações dos investidores, segundo Duff.

A verticalização das atividades na agricultura vai promover uma "economia circular". O bom volume de grãos facilita a produção de proteínas. Os dejetos gerados nessa produção geram adubos orgânicos e energia para a fazenda.

Detentor do maior rebanho bovino do país, cresce no estado a instalação de indústrias processadoras de proteínas. Esses projetos avançam também nas áreas de suinocultura, de frango e de piscicultura.

Essa "economia circular" vai dar "uma nova roupagem" de sustentabilidade para os produtos, segundo Adolfo Fontes, analista do Rabobank em proteína animal.

A produção agrícola será com base na utilização de fertilizantes orgânicos e sem a necessidade de avanços sobre novas áreas. A energia consumida na fazenda será de geração própria e limpa.

Esse é o produto desejado por muitos consumidores, segundo Fontes. Essa nova estratégia de agregar valor à produção serve de base também para a entrada de uma nova geração no negócio agropecuário, segundo Ikeda.
(Mauro Zafalon) (Folha de São Paulo)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quarta-Feira, 17/10
Terça-Feira, 16/10
Da ABPA aos candidatos (09:18)
PF indicia Abilio Diniz e Pedro Faria no âmbito da Operação Trapaça (07:49)
Após relatório da PF, BRF defende tolerância zero e afasta 14 pessoas (07:48)
Milho fecha em alta na Bolsa de Chicago nesta 2a feira com clima adverso para colheita nos EUA (07:44)
Com demanda forte e clima adverso no Corn Belt, soja fecha com mais de 2%de alta em Chicago (07:40)
Plantio de soja evolui em ritmo acelerado em quase todo o país (07:39)
Brasil ganha mercado de soja na China, mas perde espaço para EUA na Europa (07:31)
MILHO/CEPEA: indicador recua quase 6% no acumulado do mês (07:30)
SOJA/CEPEA: dólar cai e pressiona valores internos da soja (07:29)
Segunda-Feira, 15/10
CBNA debate nutrição animal e produção sustentável de alimentos a partir de amanhã, no VIII CLANA, em Campinas, SP (13:29)
Programa Ovos RS: Atividades e Eventos (10:57)
Vetanco realiza Oficina de Trabalho em Carpina-PE (10:35)
Conheça a campanha Ovo Capixaba (10:32)
Da ABPA aos candidatos (09:19)
Agronegócio teme radicalismo e falta de experiência em equipe de Bolsonaro (08:15)
FRANGO/CEPEA: preços registram alta no atacado paulista (08:11)
SUÍNO/CEPEA: menor oferta para abate mantém preços estáveis na maior parte das regiões (08:07)
BOI/CEPEA: indicador oscila com força, mas acumula queda na parcial deste mês (08:05)
Projeções confirmam o peso do Brasil nas exportações de grãos (08:05)
Milho: mercado em Chicago ainda sente efeitos positivos do USDA e fecha em alta nesta 6ª feira (08:02)
Soja começa semana com estabilidade em Chicago nesta 2ª feira e foca colheita nos EUA (08:00)
Sexta-Feira, 12/10
Quinta-Feira, 11/10
Programa Ovos RS: eventos em Comemoração ao Dia Mundial do Ovo 2018 (11:56)
Globalmente, pescados batem carnes nas exportações (10:50)
Brasil poderá colher até 238 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/19 (10:34)
ASGAV e Programa Ovos RS oficializam parceria com o Instituto do Câncer Infantil para apoio à 25ª Corrida pela Vida (09:29)
Programa Ovos RS: eventos em Comemoração ao Dia Mundial do Ovo 2018 (09:03)
Tradicional omelete do IOB faz parada na DSM (08:41)
Ceva Saúde Animal recebe palestra de nutricionista do IOB na Semana do Ovo (07:43)
Agronegócio: em setembro, vendas externas do setor somam mais de US$ 8 bilhões (07:36)
Participação maior do agro exterior passa por viés mais comercial do governo (07:34)
Milho: mercado fecha em queda na Bolsa de Chicago especulando números mais altos do USDA (07:31)
Soja: preços voltam a cair no Brasil nesta 5ª feira e travam ainda mais negócios da nova safra (07:29)