Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
Matérias-Primas

Soja fecha com mais de 1% de alta em Chicago nesta 2ª com otimismo sobre a demanda
Campinas, SP, 15 de Maio de 2018 - O mercado futuro norte-americano da soja trabalhou durante todo o dia registrando boas altas e fechou o pregão desta segunda-feira (14) com altas de 10,75 a 18,25 pontos entre os principais vencimentos - ou quase 1,5% entre as posições mais negociadas. O contrato julho/18 encerrou seus negócios, portanto, com US$ 10,17 por bushel na Bolsa de Chicago.

"Tivemos um dia mais otimista do que o que se esperava em Chicago", disse o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Mercado acabou corrigindo as últimas perdas, após chegar a trabalhar abaixo dos US$ 10,00 na semana passada", completa.

Assim, ainda segundo o especialista, os preços voltam a se aproximar dos US$ 10,20 como referência, justificando parte dessas correções e diante de um otimismo em cima da demanda frente a uma nova rodada de negociações entre chineses e americanos que acontece nesta semana.

O impacto das expectativas ao redor dessa nova rodada de conversas e tentativas de acordo é sentido em todo o mercado global, já que se trata das duas maiores economias do mundo. No entanto, é no comércio da soja onde as especulações são maiores. Sentindo as especulações de que os resultados podem ser positivos.

"O mercado opera baseado em um cenário otimista para os encontros em Washington nesta semana entre líderes chineses e americanos. O vice premier da China chega para o encontro na Casa Branca na tarde desta terça-feira (15) e as especulações são de que, pelo menos, a imposição tarifária dos US$ 50 bilhões - que seria implementada no fim de maio - seja postergada", diz o analista de mercado Matheus Pereira, da AgResource Mercosul (ARC).

Além disso, também do lado da demanda, o mercado reagiu bem aos números bons dos embarques semanais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trazido nesta segunda.

Na semana encerrada em 10 de maio, os EUA embarcaram 688,195 mil toneladas de soja, contra 535,210 mil da semana anterior. Os traders apostavam em algo entre 440 mil e 650 mil toneladas. No acumulado da temporada, os embarques de soja norte-americanos já somam 44.741,238 milhões de toneladas, contra pouco mais de 50 milhões do ano passado, nessa mesma época.

O avanço da nova safra norte-americana tem sido acompanhado também de perto pelo mercado, tal qual o cenário climático no Corn Belt. As expectativas para a semeadura da soja vinham entre 30% e 32% completa até o último domingo (13) e o número ficou em 35%. O USDA trouxe seus novos os números em um reporte semanal às 17h (Brasília), após o fechamento do mercado em Chicago.

Embora não em uma área generalizada, o fim de semana foi de tempo mais frio e úmido em partes do cinturão e as condições também chamaram atenção do mercado. Entretanto, até este momento, não são registrados ainda problemas sérios ou preocupantes para a nova safra norte-americana.

"Chuvas excessivas e temperaturas mais frias estão atrasando o progresso do plantio no norte do Cinturão Agrícola. Nas regiões de Wisconsin, Missouri e sul de Minnesota serão necessários, pelo menos, de 5 a 7 dias de estiagem e temperaturas altas para firmar o solo argiloso e permitir a entrada de maquinário pesado", mostram informações apuradas pela ARC.

Mercado Brasileiro

No Brasil, uma combinação de fatores continua favorecendo o andamento dos preços e, nesta segunda-feira, o cenário não foi diferente. Ao lado de altas de mais de 1% na Bolsa de Chicago, o dólar também subiu forte - 0,76% - e fechou o dia com R$ 3,6281 e registrou seu mais alto patamar desde 7 de abril de 2016, segundo noticiou a Reuters.

O avanço da divisa, entre outros fatores, se deu depois dos resultados da pesquisa de intenção de voto CNT/MDA. "O mercado não gostou da pesquisa. Ciro cresceu... Marina está em segundo lugar", afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local à agência de notícias.

No interior do Brasil, as referências subiram mais de 1% e as cotações nas principais praças de comercialização atuam na casa dos R$ 70,00 por saca. Algumas exceções são observadas em praças do Paranaá, onde os preços chegam a superar os R$ 80,00.

Nos portos, Paranaguá se destacou e fechou a segunda-feira com R$ 88,00 por saca, subindo impressionantes 3,53% somente nesta sessão. A demanda intensa pela soja brasileira, ainda como explica Valmir Brandalizze, ajuda a impulsionar este movimento.

No terminal de Rio Grande, a soja disponível fechou com R$ 86,00, subindo 1,78%, e o maio/18 ficou em R$ 86,60, com ganho de 1,88%.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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