Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
Exportação

Avicultores de SC temem prejuízos altos com problemas para exportar frango para União Europeia

Desde suspensão da venda de 20 frigoríficos no país, estado deixou de exportar mais de 3 mil toneladas do produto.
Chapecó, SC, 25 de Abril de 2018 - Cerca de 15 mil avicultores de Santa Catarina temem prejuízos altos com o embargo da carne de frango de 20 frigoríficos do Brasil, anunciada semana passada pela União Europeia. Três deles ficam no Oeste do estado, são unidades da BRF em Concórdia, Capinzal e Chapecó.

Os pátios das empresas estão cheios de caminhões câmaras frias servindo de estoque para a produção. Estima-se que cerca de quatro mil toneladas deixem de sair para a Europa, nas três plantas.

Para tentar reverter o embargo, o Ministério da Agricultura anunciou que vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

"A OMC é uma organização que pode ajudar e que pode auxiliar neste contexto, segurando a questão da qualidade do produto brasileiro. E que ele pode chegar ao consumidor estrangeiro" diz a economista especialista em Agronegócio Unochapecó, Giana de Vargas Mores.

"Neste momento a gente intensificar novas relações comerciais são importantes para que a exportação possa continuar assumindo seus patamares e importantes para a realidade Catarinense", complementa.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e a União Europeia um dos principais compradores. A União Europeia alega deficiências no sistema de controle sanitário no Brasil, entre elas o índice da bactéria salmonela, que é considerado alto pelos compradores.

No campo

Mas enquanto isso as consequências disso tudo já são sentidas no campo. Nos últimos anos o avicultor Ricardo Dalla Costa investiu pesado na propriedade rural, em Cordilheira Alta, a 15 km de Chapecó. As estruturas com capacidade para 20 mil aves são de ultima geração e custaram R$ 2 milhões, que ele vai pagar em 10 anos. Tudo isso focando no mercado da exportação.

"Faz uns três anos que optei por trabalhar com isso e investi alto, atendendo aos pedidos da empresa que exige isso e até o mercado de fora né, que também exige isso aí, a gente investiu pra atender esse mercado", diz o avicultor.

Agora ele está preocupado e até suspendeu novos investimentos. "Eu estava encaminhando um financiamento para colocar energia solar, mas resolvi segurar com tudo isso, né, porque dá um certo medo né... investimento alto. A melhor opção agora é segurar um pouco", afirma.

Já o avicultor Valmor Sachet foi avisado que depois da entrega do último lote de frango, o próximo deve demorar.

"Antes o intervalo estava de 12 a 15 dias, agora o técnico falou de 25 a 30 dias, agora que vai demorar para entrar o próximo lote". Atraso que o avicultor vai sentir diretamente no bolso.

"Prejuízo na certa né, demorar mais para ganhar, entregar o lote, e demora mais para receber né. E as contas vêm né, vão vir, o que tu tem que pagar ninguém espera né... E aí como é que vai ficar?", questiona.
(G1.Globo) (Redação)
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