Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
Matérias-Primas

Soja tem novo dia de estabilidade em Chicago e movimentação de preços e negócios no BR fica limitada
Campinas, SP, 25 de Abril de 2018 - Ontem, terça-feira (24), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalharam durante todo o dia com estabilidade e fecharam os negócios registrando ligeiras altas entre os contratos mais negociados. Dessa forma, o vencimento maio/18 encerrou o pregão com US$ 10,22 por bushel, subindo 1,50 ponto, enquanto o agosto/18 foi aos US$ 10,36, com ganho também de 1,50 ponto.

No Brasil, poucas alterações também foram sentidas entre as principais referências diante da movimentação tímida da referência internacional. Os destaques ficaram por conta do Rio Grande do Sul, com altas de 1,37% em Não-Me-Toque e de 1,30% em Panambi, para R$ 74,00 e R$ 75,00, respectivamente.

No Paraná, o indicativo de Castro para a soja disponível subiu 0,59% e foi a R$ 85,00 por saca, enquanto em Sorriso, Mato Grosso, a valorização foi de R$ 3,08% para R$ 67,00 por saca. Em contrapartida, Tangará da Serra perdeu 1,43% para R$ 69,00 e Campo Novo do Parecis, 1,45% para R$ 68,00.

Entre os portos, Paranaguá perdeu força e fechou com R$ 86,00 por saca, caindo 0,58%. Já em Rio Grande, os indicativos subiram e foram a R$ 84,90 no disponível e R$ 85,60 na safra nova, com altas de 0,71% e 0,94%.

Com os preços no mercado interno perdendo parte da força intensa observada nos últimos dias, o ritmo dos negócios - apesar do dólar batendo nos seus melhores níveis desde 2 de dezembro de 2016 e se aproximando de R$ 3,47 nesta terça-feira, além dos prêmios ainda muito positivos - se desacelerou neste início de semana.

Em muitos pontos do Brasil, os compradores, por falta de espaço para receber novas ofertas, se retraíram e ajudaram a travar os negócios, como aconteceu no oeste da Bahia.

Os terminais locais das multnacionais não têm mais espaço para novos e já não aceitam mais a oleaginosa, nem mesmo dos sojicultores que já tem o produto negociado, como relatou o produtor local João Luiz Ryzick.

Mercado Internacional

O mercado chegou a dar continuidade às baixas observadas nos últimos pregões e recuava pelo terceiro dia consecutivo. Ainda assim, porém, segue buscando definir uma direção e aguarda por informações novas que possam contribuir com essa definição.

Na linha de visão dos traders, permanecem as incertezas sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos, a demanda pela soja norte-americana e, nesse momento, sobre o início da nova safra dos Estados Unidos, que já começou a ser plantada.

No fim da tarde desta segunda-feira (24), o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou o plantio da soja concluído em 2% da área, índice que fica em linha com a média dos últimos cinco anos, porém, abaixo dos 5% registrados no mesmo período do ano passado. O estado do Mississipi é o mais adiantado, com 30% do plantio já concluído, no entanto, tinha 58% em 2017, nessa mesma época.

"Não há dúvidas que o plantio segue lento no atual momento, porém nesta semana, com temperaturas amenas e céu aberto, produtores do Centro-Oeste estadunidense irão acelerar o ritmo das atividades no campo", diz o boletim diário de AgResource Mercosul.

O que trouxe, por outro lado, algum suporte aos preços no pregão de hoje foi uma nova venda de soja dos EUA para a Argentina anunciada pelo USDA. Foram 130 mil toneladas, sendo 60 mil da safra 2017/18 e mais 70 mil da 2018/19.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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