Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
Política Agrícola

Com recuo de 5,4% na região Sul, PIB do agronegócio deve crescer só 0,7% no ano
Rio de Janeiro, RJ, 24 de Abril de 2018 - A riqueza gerada pela agricultura e pela avicultura na região Sul vai encolher neste ano e será responsável, ao lado do desempenho mais modesto do Centro-Oeste, pelo menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do país.

O PIB do agronegócio deve encolher 5,4% no Sul este ano, após crescer 10,9% no ano passado, de acordo com estudo da consultoria Tendências. O setor deve gerar menos riquezas nos três Estados da região: Paraná (-3,5%), Santa Catarina (-2%) e Rio Grande do Sul (-6,6%).


"O PIB agropecuário no Sul vai ser afetado pela menor safra de milho, o que tende a gerar pressão de custos para o setor granjeiro, já que o grão faz parte da ração de aves e suínos, especialidades da região", disse Felipe Novaes, analista da consultoria.

A agropecuária não deverá, dessa forma, ser um indutor do crescimento do PIB como foi em 2017, um ano de safra recorde. A expectativa da consultoria é que o PIB agropecuário do país como um todo cresça 0,7%, bem abaixo do crescimento de 13% registrados no ano passado pelo IBGE. O setor pesa 5,3% no PIB.

O PIB agro do Centro-Oeste também vai perder ímpeto, ainda que tenda a se manter em terreno positivo. De acordo com a Tendências, o valor adicionado do setor agropecuário deve crescer apenas 0,6% na região, após alta de 21,9% no ano passado.

Segundo Novaes, a produção de milho - uma das principais culturas da safra brasileira de grãos - também será menor no Centro-Oeste, conforme a mais recente previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a previsão para a soja da região segue positiva e ajuda a manter o PIB agro da região em campo positivo.

"O Centro-Oeste tem o agronegócio mais vinculado ao grão. E, apesar do menor volume previsto de produção de grãos neste ano, os preços devem agir favoravelmente ao produtor, com maior demanda asiática por grãos, alta de preços de commodities agrícolas", disse Novaes.

Das quatro unidades da federação do Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ainda terão PIB agropecuário positivo, com alta de 2,4% e 2% este ano, frente a 2017, respectivamente, de acordo com a previsão da Tendências. Goiás e Distrito Federal, por sua vez, devem ter estabilidade e queda de 0,6%, respectivamente.

A riqueza gerada pelo agronegócio no Sudeste, por outro lado, deve se acelerar neste ano, com avanço de 4,7%, em comparação à queda de 0,9% do ano passado. O desempenho melhor está relacionado à expectativa de crescimento no abate de bois, especialmente no interior de São Paulo, e de uma safra de café favorável em Minas Gerais e Espírito Santo.

"Outra atividade importante no Sudeste é o de cana-de-açúcar, mas que neste ano não deve ter resultado bom. O setor passou por um período alta de endividamento, usinas tiveram resultados operacionais que impediram investimentos. Isso vai se converter em menor produtividade na cana", disse ele.

O PIB agro do Estado de São Paulo tende a crescer 5,8% neste ano, segundo a Tendências. O agronegócio representa algo como 1,6% da economia estadual e será beneficiado pelo abate de bois. Em Minas Gerais, onde representa cerca de 5% da economia, o avanço do PIB agropecuário será de 6,8%.

Das 27 unidades da federação, o PIB agropecuário deverá crescer em 23. Considerando o peso do agronegócio nas economias locais, dois Estados nordestinos destacam-se nas projeções: Alagoas (8,8%) e Maranhão (5,3%). Nesses Estados, o agronegócio representa mais de 10% da atividade econômica.

"Não podemos dizer para o Brasil como um todo que agronegócio vai ser um indutor de crescimento relevante, mas isso é menos verdade para a média do Nordeste", disse Novaes.

De acordo com as projeções, a riqueza gerada pela agropecuária vai crescer 4,3% na região Nordeste neste ano. Os Estados da região agrícola chamada de "Matopiba" - acrônimo de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - serão beneficiados por uma safra de soja maior neste ano.

Para a região Norte, a consultoria prevê crescimento de 2,3% do PIB agropecuário em 2018. O destaque local será o Amapá, com alta prevista de 7,1% neste ano.
(Valor) (Bruno Villas Bôas)
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