Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
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Soja: preços sobem até 6,5% no Brasil com rally na CBOT e dólar
Campinas, SP, 21 de Fevereiro de 2018 - O mercado da soja trabalhou durante todo o dia de ontem em campo positivo na Bolsa de Chicago e registrou bons avanços no início do dia, que passaram de 1% na sessão desta terça-feira (20). As cotações, porém, perderam parte da força no final da tarde e fecharam o pregão com altas entre os principais vencimentos de 4,75 a 5 pontos, ou de 0,46% a 0,49%. Assim, o contrato março/18 fechou com US$ 10,26 e o maio, US$ 10,37 por bushel. Nas máximas do dia, as posições alcançaram US$ 10,39 e US$ 10,50.

As altas observadas nesta volta de feriado para o mercado futuro norte-americano puxaram de forma significativa os preços no mercado brasileiro e ajudaram a dar mais ritmo aos negócios internamente, principalmente entre as exportações.

Somente nesta terça-feira, as referências no interior do Brasil subiram entre 0,75% e 6,45% e voltaram a ocupar o patamar dos R$ 60,00 por saca em quase todas as principais regiões produtoras do país. Em Ponta Grossa e Castro, ambas praças do Paraná, os indicativos chegaram a bater em R$ 73,00 e R$ 74,50, respectivamente.

Nos portos, os preços também subiram. Em Paranaguá, a soja disponível terminou o dia com R$ 77,00 por saca, marcando uma alta de 1,32%. Já em Rio Grande, R$ 76,60 e ganho de 1,86%, enquanto a referência para maio/18 foi a R$ 77,70, subindo 1,17%. Em Santos, o ganho foi ainda mais expressivo e o mercado bateu nos R$ 76,00 por saca.

O consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, porém, ressalta que neste momento em que a colheita caminha com mais ritmo no Brasil, parte dos produtores tem esperado para fechar novas vendas mais adiante, dando preferência à entrega dos contratos já firmados.

Dólar

A terça-feira foi também mais um dia de alta para o dólar e a conjunção de fatores trouxe ainda mais força para o avanço dos preços da soja no Brasil. A moeda americana subiu 0,63% para R$ 3,2555 e chegou aos R$ 3,2577 na máxima do dia. O engavetamento da proposta da reforma da Previdência no Congresso foi, mais uma vez, combustível para o movimento.

"O mercado já esperava o enterro da reforma", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva à agência de notícias Reuters, ao citar as cotações "comportadas" e a sintonia com o cenário externo neste pregão.

Bolsa de Chicago

O tempo seco na Argentina se mantém como o principal fator de alta para os preços da soja na Bolsa de Chicago. As altas, porém, não se limitam só ao grão - nos mais altos preços em sete meses, mas se estendem por todo o complexo neste momento. No pregão desta terça-feira, os preços do farelo ficaram em suas máximas desde julho de 2016.

As precipitações dos últimos dias foram bastante limitadas em volume e abrangência e, para os próximos dias, a situação não é diferente. A incidência pluviométrica baixa é esperada até o início de março.

"O cenário para os preços é dependente das variações climáticas na Argentina, que não estão nada satisfatórias para o produtor do país", diz o boletim diário da AgResource Mercosul. "A umidade do solo continua em níveis críticos para o desenvolvimento saudável da planta. Ao contrário de 2017, quando chuvas expressivas tomaram conta do país, nesta época do ano. As regiões Central e do Leste argentino são as de maior preocupação", informa o reporte.

A consultoria argentina Agripac fez, nesta terça-feira, mais um corte em suas projeções, estimando a colheita 2018/19 agora em 47 milhões de toneladas. O novo número mostra uma redução de 18% em relação às expectativas iniciais.

Com essas baixas, para um corretor e analista de mercado da U.S. Commodities, "quem mais sofre agora é a produção de farelo". Complementando a informação, o analista da INTL FCStone diz que uma safra menor na Argentina, e uma produção menor de farelo, poderiam transferir a demanda para os Estados Unidos. O debate agora é de quanto menor será essa colheita argentina".

Há, porém, os executivos que acreditam em uma demanda maior também pelos produtos brasileiros.

"Parte dessa brecha que a Argentina vai deixar vai abrir espaço para o Brasil, não só para o farelo, mas também no grão. Então, há duas maneiras de aumentar nossas exportações", explica o consultor de mercado Vlamir Brandailzze, da Brandalizze Consulting. "E além disso, o esmagamento deve aumentar para atender a demanda maior do biodiesel - em cerca de 4 milhões de toneladas - e, com isso, teríamos algo perto de 2 milhões a mais de farelo para exportar a mais", diz.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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