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Soja: maio tem alta de mais de 2% na semana em Chicago e traz bons preços para portos do Brasil
Campinas, SP, 19 de Fevereiro de 2018 - A semana se encerrou com os olhos do mercado internacional da soja e derivados ainda completamente voltados para o clima na América do Sul, principalmente para as adversidades que continuam a causar preocupações na Argentina.

O cenário tem motivado um ganho expressivo entre as cotações da soja e seus derivados na Bolsa de Chicago e o acumulado nas últimas cinco sessões, somente no vencimento maio/18, foi de 2,06%, com o valor saltando de US$ 10,12 para US$ 10,33 por bushel.

As previsões mais atualizadas seguem indicando ainda tempo quente e seco em importantes regiões produtoras da Argentina, pelo menos, no período dos próximos sete dias. E este é o mais importante estágio das lavouras argentinas neste momento, que passam por sua fase de enchimento de grãos e, por isso, precisam ainda mais da umidade.

"Na Argentina, a umidade do solo continua em níveis críticos para o desenvolvimento saudável da planta. Ao contrário de 2017, quando chuvas expressivas tomaram conta do país, nesta época do ano", explicam analistas da AgResource Mercosul. "Os próximos 5 dias ainda trazem a retração acentuada das chuvas na Argentina, com poucas regiões observando totais acima dos 10mm acumulados", completa o reporte.

Para algumas consultorias internacionais, a colheita argentina de soja poderia ser de menos de 50 milhões de toneladas nesta temporada.

Ao mesmo tempo, como explica o analista de mercado Marlos Correa, da Insoy Commodities, o Brasil também chama a atenção nestes últimos dias, principalmente em função do atraso na colheita da soja em regiões chave de estados como Mato Grosso e Paraná, por conta do excesso de chuvas.

Paralelamente, há ainda a falta de chuvas no sul do país, especialmente na metade sul do Rio Grande do Sul, onde já há uma perda estimada, somente na soja de 11% da produção, segundo informou o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, em entrevista ao Notícias Agrícolas na sexta-feira.

AGResources mostra influencia do La Niña no Delta

No relatório da AGResources, a sessão de sexta-feira demonstrou que ordens de compras voltaram a ser adicionada, uma vez que o cenário para os preços é dependente das variações climáticas na Argentina, que ainda não estão nada satisfatórias para o produtor do país. As exportações norte-americanas voltaram a entrar em patamares de estabilidade e dentro do esperado pelo mercado, o que não oferece nenhuma reação tendenciosa.

Ainda é muito cedo para comentar sobre o verão norte-americano, no entanto, já há previsões negativas de junho-agosto. Uma seca é projetada para o oeste do Rio Mississippi pode deixar o Delta em um cenário delicado, alerta a AGResources.

No entanto tais confirmações dependerão muito da força de atuação e permanência do La Niña nos próximos 90 dias.

Na Argentina, a umidade do solo continua em níveis críticos para o desenvolvimento saudável da planta. Ao contrário de 2017, quando chuvas expressivas tomaram conta do país, nesta época do ano. As regiões Central e do Leste argentino são as de maior preocupação.

Os mapas climáticos atualizados trazem poucas mudanças nos próximos 5 dia. Continua a retração acentuada das chuvas na Argentina, com poucas regiões observando totais acima dos 10 mm acumulados.

Já no Brasil o período de estiagem sobre o Centro do Brasil começa as perder forças, dando espaço para a chegada de chuvaradas sobre o leste do Mato Grosso, Goiás, oeste da Bahia e sul do Tocantins, no começo da próxima semana.

O Rio Grande do Sul volta a ser um foco de preocupações, uma vez que as chuvas projetadas para o estado na próxima semana agora se mostram confinadas no norte da região Sul do Brasil. Nenhum problema climático generalizado é previsto para o Brasil, nestas próximas 3 semanas.

Na Argentina, a falta de chuvas será o principal problema até o começo de março, com projeções de baixa incidência pluviométrica.

Outro motivador das altas das cotações na Bolsa de Chicago foi a movimentação do dólar. A moeda segue sua trajetória de baixa frente a uma cesta de outras divisas e estimula não só a oleaginosa, mas as commodities de uma forma geral.

No Brasil, o dólar acumulou na semana uma queda e 2,45% - a maior desde julho do ano passado - e fechou com R$ 3,2213. "O dólar está operando num patamar mais acomodado, depois de ter acalmado lá fora após o pessimismo da semana passada", afirmou o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado à agência de notícias Reuters.

Preços no Brasil

No Brasil, a semana - mais curta para os negócios por conta do feriado de Carnaval - fechou também com bons preços para a soja, em especial nos portos, porém, o dólar em queda limita essa recuperação das cotações, bem como, ainda segundo Marlos Correa, um maior custo logístico nesse momento. As referências observadas nos terminais refletem os melhores patamares do ano.

Em Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 76,00 por saca, acumulando uma alta de 0,66% em relação à última quarta-feira (14). Já em Rio Grande, as cotações recuaram e foram a R$ 75,20 no disponível e R$ 76,80 no indicativo maio, com perdas de 0,40% e 0,52%.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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