Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
Saúde Animal

Avança discussão para mudanças na rotulagem
São Paulo, 30 de Novembro de 2017 -

Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, e associações de indústrias e consumidores vão se reunir em dezembro para discutir modelos de rotulagem de alimentos. A expectativa é que a Anvisa abra uma consulta pública sobre o tema no início de 2018 e defina um novo modelo ainda no primeiro semestre do ano que vem, de acordo com pessoas a par das discussões.

As regras de rotulagem de alimentos embalados foram adotadas no país há dez anos ou mais. Desde então houve mudanças no padrão de alimentação e na oferta de alimentos industrializados.

Ao mesmo tempo, houve piora na saúde dos brasileiros. De acordo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, o percentual de obesos no país passou de 11,8% para 18,9%. O ministério considera a obesidade um dos causadores do aumento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. O diagnóstico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016, e o de hipertensão passou de 22,5% para 25,7% no mesmo intervalo. Para o Ministério da Saúde, mudanças na alimentação e atividades físicas vão contribuir para melhorar esse quadro.

A Anvisa discute desde 2014 propostas para mudar as normas de rotulagem de alimentos. O objetivo é que os consumidores se informem melhor e façam escolhas mais saudáveis de nutrição.

Existem quatro modelos de rotulagem em avaliação: um encabeçado pela a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia); um elaborado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed); um criado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); e um modelo desenvolvido pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O modelo defendido pela Abia destaca na frente da embalagem dados de valor energético, açúcares totais, gorduras saturadas e sódio por porção de alimento. A rotulagem usa cores de semáforo (verde, amarela e vermelha) para indicar se o nível de cada componente é alto, baixo, ou moderado.

Esse modelo também é apoiado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) e mais 15 entidades. Daniella Cunha, diretora de relações institucionais da Abia, disse que o modelo já foi adotado com êxito no Reino Unido.

"Queremos uma legislação que estabeleça uma rotulagem fácil e inteligível e que não assuste o consumidor", disse Edmundo Klotz, presidente da Abia. Para Alexandre Jobim, presidente da Abir, o modelo de semáforo ajuda o consumidor a fazer escolhas rapidamente.

A pedido da indústria, o Ibope apresentou a 2.002 brasileiros os modelos em discussão. De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados consideraram o modelo defendido pela Abia mais didático.

O modelo defendido pela Funed também usa as cores do semáforo para indicar se o teor dos ingredientes está acima ou abaixo do recomendado para consumo diário. Como diferencial, esse modelo destaca em um círculo vermelho os ingredientes em quantidade excessiva. "Esse modelo é baseado em advertência, o que não acontece no modelo proposto pela Abia", disse Valéria Regina Vieira, chefe de serviço de análise de rotulagem da Funed,

A proposta da Funed também estabelece uma tabela com quantidades por porção de calorias, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra e sódio. A Funed defende a inclusão dessas informações na frente da embalagem.

O modelo desenvolvido pelo Idec, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e outras 19 entidades, é mais simples. Consiste de triângulos pretos, informando se o produto tem quantidades excessivas de ingredientes como açúcares, sódio ou gorduras.

Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, disse considerar que as embalagens de alimentos industrializados já são muito coloridas para atrair o consumidor, e o semáforo não teria destaque. "Adotamos um formato que a população já entende como um símbolo de advertência", disse.

Segundo Ana, o modelo também estabelece a inclusão na embalagem da tabela nutricional por 100 gramas, para que o consumidor possa escolher entre produtos diferentes. "Se um produto tem na embalagem dois itens em verde e dois em amarelo e outro produto tem três itens em verde e um em vermelho, qual deles é o melhor? Não dá para fazer uma escolha automática", disse.

Outro modelo em avaliação, já adotado no Chile, é defendido pela Opas e a Caisan. O modelo prevê advertências na frente das embalagens, de diversos ingredientes, incluindo aditivos e edulcorantes. O formato para destacar a informação é um octógono preto.

(Valor) (Cibelle Bouças)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Segunda-Feira, 10/12
Sexta-Feira, 07/12
Cresce mobilização de caminhoneiros por nova paralisação (16:15)
Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019 já tem data e temas definidos (12:52)
Qualidade de água é tema de palestra da Vetanco (09:50)
Cobb-Vantress premia melhores lotes da região Nordeste (09:07)
NUCLEOVET apresenta planejamento 2019 em evento em SP (09:03)
FRANGO/CEPEA: exportações recuam, mas valores da carne sobem em novembro (08:14)
Início de dezembro apresenta maior firmeza nas cotações do boi gordo (08:04)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quinta-feira com leves baixas (08:00)
A pedido da CNA, STF suspende multas pelo descumprimento da tabela do frete (07:37)
Paraná desburocratiza processo de licenciamento ambiental (07:30)
Depois do frango, Marrocos libera importação de carne bovina dos EUA (06:28)
Quinta-Feira, 06/12
Avicultura gaúcha sofre após desabilitação de unidades de abate (23:34)
“Conexão Aviagen” promove o crescimento e o sucesso do Ross 308 AP (08:50)
SUÍNOS/CEPEA: em novembro, média do vivo é a maior em 2018 em muitas regiões (08:28)
BOI/CEPEA: diferentes necessidades seguem resultando em oscilação do indicador (08:20)
Efeito da trégua entre EUA e China já é menor sobre commodities agrícolas (08:15)
Boi Gordo: preço sobe em São Paulo (08:10)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quarta-feira com preços do milho estáveis (08:05)
Soja: Chicago estável e prêmios em queda levam disponível em Paranaguá aos R$ 79 nesta 4ª feira (08:00)
PIB do agronegócio do Brasil deve crescer 2% em 2019, prevê CNA (07:23)
SC aumenta exportação de frango em 14% e a de suínos em 33,6% (07:21)
Licenciamento ambiental em São Paulo para a avicultura (07:19)
Quarta-Feira, 05/12
JBS contrata Guilherme Cavalcanti como CFO (10:34)
El Niño fraco deve 'poupar' safra 2018/19 (10:26)
Vetanco promove palestra técnica junto a Cooperativa Lar (10:19)
Mês difícil para agroindústria ajudou a frear resultado de outubro (08:31)
JBS terá primeiro CEO que não é da família Batista (08:15)
Itamaraty deve reforçar foco agrícola (08:11)
Cenário positivo para o mercado do boi gordo (08:08)
Milho: Bolsa de Chicago fecha terça-feira com alta nos preços do milho (08:06)
Sem nenhum movimento que indique volta às compras dos chineses, soja em Chicago aguarda divulgação de regras definidas em trégua (08:00)
Lar Cooperativa recebe quatro troféus de Inovação (07:42)
Ponta Porã: Programa de incubadoras avança na Nova Itamarati (07:40)
JBS troca comando da empresa (07:39)
Terça-Feira, 04/12
Brasil exporta 322,1 mil toneladas de carne de frango em novembro (18:46)
A pedidos, futuro governo avalia fim da tabela de frete (08:35)
China perto de acordo para retirar antidumping do frango do Brasil (08:18)
Trégua entre China e EUA pouco muda o cenário para a soja brasileira (08:15)
Dezembro começa a cotação da arroba do boi gordo subindo (08:06)
Milho: preços terminam segunda-feira em alta na bolsa de Chicago (08:04)
Soja perde força ao longo do dia e fecha com altas de pouco mais de 10 pts na Bolsa de Chicago (08:00)
Cooperativa vai fortalecer produção de ovos em São Bento do Una (06:55)
Mauricéa, um sucesso vivido em família (06:52)