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O consumo de ovos e a saúde do idoso
São Paulo, 07 de Novembro de 2017 - Entende-se como idoso no Brasil a pessoa com 60 anos ou mais (1). Estima-se que até 2025 haverá um aumento significativo na população idosa e o Brasil será o 6º país no mundo com o maior número de idosos. De acordo com a OMS, o envelhecimento é um processo natural, dinâmico e complexo caracterizado por alterações funcionais e bioquímicas (2).



Pesquisa realizada com idosos do ABC paulista identificou que a qualidade de vida em declínio estava relacionada, neste grupo, a má saúde geral, estado emocional alterado e preocupação geral inclusive financeira (3). 



A alimentação tem uma grande importância na saúde, pois com o avanço da idade, alterações fisiológicas podem mudar ou alterar o hábito alimentar. Mastigação, deglutição e digestão ficam prejudicadas, o que pode ocasionar alterações do estado nutricional. Interações entre medicamentos e nutrientes também são bastante comuns, levando o idoso a deficiências nutricionais.



Com o avanço da idade, alterações fisiológicas ocorrem naturalmente, como diminuição da absorção de cálcio e menor biodisponibilidade de produção de vitamina D pela pele com consequente redução da massa óssea, diminuição da massa magra, alterações no sistema imunológico, alterações na visão, alterações no sistema digestivo com alteração no paladar e salivação, percepção de olfato, redução da produção de secreção gástrica, maior estresse oxidativo, entre outros.



O ovo é fonte de proteína e seu consumo auxilia a evitar a perda de massa magra. De acordo com o grupo PROT-AGE, evidências mostram a necessidade de um aumento de ingestão de proteínas para o idoso. Esta necessidade ocorre devido ao declínio da resposta anabólica. Esse aumento é necessário pelo efeito das respostas inflamatórias e condições catabólicas associadas com doenças agudas e crônicas que ocorrem com a idade (4). 



Nutricionalmente equilibrado, o ovo possui em sua composição carotenóides importantes para a saúde dos olhos: a luteína e a zeaxantina – cuja eficácia da absorção e benefícios foram comprovados a partir de dois estudos. Godrow at all, concluíram que o consumo de ovos por 33 pessoas acima de 60 anos durante 12 semanas elevou os níveis de luteína e zeaxantina sem elevar o colesterol plasmático (5) e estudo realizado por Wenzel at all com 24 pessoas que consumiram 1 ovo ao dia por 12 semanas, tiveram um aumento da densidade óptica, aumento da zeaxantina no soro, sem elevação do colesterol plasmático (6). 



O ovo também é rico em nutrientes antioxidantes importantes para a saúde como: vitamina A, zinco, magnésio e selênio.



O ovo é também um dos poucos alimentos que possui vitamina D em sua composição e por isso, pode efetivamente contribuir para um melhor aporte desta vitamina para manutenção do equilíbrio do organismo. Outra vitamina encontrada no ovo que o idoso costuma ter deficiência é a vitamina K, que participa do processo de coagulação do sangue. Também é comum a deficiência de ferro e este mineral torna-se biodisponível após o processo de cocção do ovo (gema). 



A colina, presente em grande quantidade no ovo é uma vitamina do complexo B fundamental na produção de acetilcolina, que está relacionada à condução do impulso nervoso nos neurônios relacionados à memória, que declinam com a idade. A deficiência de colina também está relacionada a processos inflamatórios responsáveis pelas doenças cardiovasculares (7).



O ovo é um alimento saboroso, prático e saudável, e deve fazer parte da alimentação do idoso. O Instituto Ovos Brasil incentiva o consumo deste alimento associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Também recomenda o cozimento do ovo como a melhor forma de preparo, pois preserva os nutrientes e ainda evita incremento de calorias adicionais.



Bom apetite!



(Instituto Ovos Brasil) (Assessoria de comunicação)
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