Sábado, 22 de Setembro de 2018
Agronegócios

Sindirações divulga balanço do primeiro semestre de 2017

Setor foi favorecido pelo alívio no preço dos grãos, mas prejudicado pelo cenário econômico e golpe na imagem da cadeia produtiva
São Paulo, SP, 28 de Agosto de 2017 - A demanda por rações industrializadas contabilizou 33,1 milhões de toneladas e retrocedeu 1,5%, quando comparada ao mesmo período do ano passado, conforme estimativas apuradas pelo Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal). O mergulho do preço do milho e do farelo de soja não foi capaz de motivar o confinamento de bois, a alimentação preparada do rebanho leiteiro e o alojamento de pintainhos e leitões, ao contrário dos produtores de ovos que aproveitaram o alívio do custo desses principais insumos durante todo o primeiro semestre.

De acordo com Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações, “a recuperação no ritmo dos embarques e a ainda lenta retomada do poder de compra, resultado da menor inflação e taxa de juros, parecem já refletir na cadeia produtiva, cuja reação perceptível a partir de julho poderá intensificar-se no segundo semestre, muito embora o desemprego continua resiliente e o ambiente de negócios ainda bastante instável”.


RAÇÕES PARA FRANGOS DE CORTE

O produtor demandou 16,5 milhões de toneladas de rações para frangos de corte, um retrocesso de 1,7%, em resposta ao alojamento de pintainhos que declinou aproximadamente 6%. “Apesar do flagrante alívio no custo de produção, a fragilidade do consumo doméstico e o sensacionalismo na divulgação da operação “Carne Fraca”, impactaram negativamente a produção e comprometeram a exportação de carne de frango, que recuaram respectivamente 2% e 6%, durante o primeiro semestre”, informou Zani.

RAÇÕES PARA GALINHAS DE POSTURA

A produção de rações para poedeiras, por sua vez, somou 2,9 milhões de toneladas, um incremento de quase 10%, em resposta ao robusto alojamento de pintainhas de postura e produção dos ovos, que por ser considerado alimento nutritivo e de custo acessível, substituiu boa parte da proteína animal tradicionalmente consumida pelas famílias. De acordo com Zani, “o ritmo, contudo, pode desacelerar durante o segundo semestre por causa do ajuste à demanda per capita de ovos e o descarte das galinhas mais velhas”.

RAÇÕES PARA SUÍNOS

Já a demanda por rações para suínos decresceu 3,3% no primeiro semestre e somou 7,7 milhões de toneladas, em resposta ao retrocesso de 3% nas exportações de carne suína e de 3,5% na quantidade de abatidos (recuo concentrado no segundo trimestre), principalmente por causa do midiático golpe à reputação lançado em meados de março que prejudicou o crescimento contínuo dos embarques e pela fragilizada conjuntura econômica que inibiu o consumo e os investimentos. “Por outro lado, a generosa safra dos grãos, a relativa escassez da proteína bovina e a interrupção da recessão econômica podem contribuir para a retomada da atividade suinícola durante o segundo semestre”, complementou Zani.
(Sindirações) (Assessoria de Imprensa )
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