Domingo, 21 de Julho de 2019
Curiosidades

Empresa permite adotar galinha e cuidar de horta a distância
São Paulo, SP, 08 de Agosto de 2017 - Comer verduras orgânicas da sua própria horta e criar uma galinha sem precisar abandonar a vida na cidade grande. Essa é a proposta da Garde Manger, plataforma on-line que permite ao cliente ser o agricultor virtual de um pedaço de terra que realmente existe e fica em Tatuí, no interior de São Paulo.

"Os joguinhos em que as pessoas cuidam de fazendas fazem o maior sucesso. Agora, elas podem receber em casa o que cultivam", diz o francês Antoine Dubacq, 29, idealizador do negócio, que começou suas operações em maio deste ano.

No site da empresa, o usuário pode escolher entre três tamanhos de horta e os produtos que deseja plantar nela –legumes, verduras, frutas, ervas e flores. Ali, ele também dá nome à sua própria galinha, que fornece, em média, três ovos por semana.

As aves ficam soltas em uma área de mil metros quadrados e recebem uma etiqueta, afixada ao pé. Atualmente, vivem nesse espaço Clotilde, Doralice, Mafalda e outras 17 galinhas.

Os planos de assinatura custam de R$ 250 a R$ 450 por mês, com entregas aos sábados –por enquanto, apenas na zona oeste da capital paulista. Pela plataforma, o cliente acompanha o status da sua plantação e pode vender ou trocar alimentos com outros usuários.

Quem quiser pode agendar uma visita à sua horta. "O serviço oferece personalização do início ao fim. A pessoa está no controle de tudo", afirma Dubacq, que mora em São Paulo há quatro anos.

Especialista em tratamento de imagem, ele começou a desenvolver a plataforma sozinho em março do ano passado. Em paralelo, saiu em busca de terrenos para materializar a sua ideia. Depois de muita procura, encontrou uma área sem uso de 4.500 metros quadrados em uma fazenda, que arrenda por R$ 1.000 ao mês.

O investimento inicial foi de R$ 60 mil. A empresa tem dois funcionários que cuidam do cultivo, e o transporte é terceirizado. Hoje, são 20 clientes com hortas e galinhas próprias e cerca de 70 que só recebem as cestas de produtos orgânicos.

A ideia é chegar aos 500 para essa área de produção e, aos poucos, abrir fazendas em outras localidades. "As hortas têm de estar o mais perto possível dos clientes, para que possam visitá-la."


TÊTE-À-TÊTE

Cada vez mais as pessoas estão interessadas em conhecer bem o modo de produção daquilo que consomem, segundo Luciana Stein, pesquisadora de tendências da TrendWatching. "Trata-se de uma reação ao aumento do consumismo e da clareza de que o consumo tem custos humanos, sociais e ambientais", afirma ela.

"Existe um movimento de aproximação entre clientes e produtores, um fluxo livre de ideias e de colaboração que se iniciou com a internet", completa Stein.

Foi também nessa linha que surgiu a Raízs, plataforma de venda de orgânicos que estampa em cada produto a foto da família de agricultores que o produziu –são 72.

Além disso, o site disponibiliza textos e vídeos que contam a história de alguns desses produtores.

Em setembro de 2016, a empresa começou um programa de visitas às propriedades rurais. "A ideia é juntar essas duas pontas e criar um laço entre elas", afirma o engenheiro de gestão Tomás Abrahão, 26, fundador da Raízs, que opera em São Paulo.

As vendas on-line tiveram início há pouco mais de um ano. Hoje, a cartela de clientes chega aos 3.000, sendo 1.192 deles ativos. O faturamento mensal da empresa fica em torno dos R$ 100 mil.

"Não é apenas o desejo por uma alimentação saudável, mas um conjunto de valores que envolvem também dar importância à produção local e ao vínculo emocional com ela", diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae. "O grande desafio desse tipo de negócio é conseguir entender bem o público e se comunicar com ele da melhor forma."

Aplicativo une compradores a floristas locais

Foi a impessoalidade do comércio virtual de flores que motivou o administrador Ricardo De Boer, 33, a criar em 2015 a Pollen, plataforma que conecta consumidores a floristas artesanais da sua vizinhança.

"Em geral, o usuário de e-commerce não sabe quem está do outro lado nem a qualidade do buquê que vai chegar", diz De Boer. "O objetivo da Pollen é fazer com que o cliente se sinta dentro de uma floricultura de bairro, só que on-line."

Os floristas recebem os pedidos pelo aplicativo e, assim que finalizam os arranjos, enviam a foto do trabalho ao e-mail do cliente, que pode aprovar ou solicitar mudanças.

Além disso, o profissional também pode ligar diretamente para o consumidor e oferecer opções de flores mais frescas, que tenha recebido naquele dia. O florista é o responsável por fazer as entregas e pode utilizar as plataformas de transporte Cabify e 99, com as quais a Pollen tem parceria.

Segundo De Boer, essa relação mais direta entre as duas pontas não põe em risco a utilidade do aplicativo, pelo contrário. "O próprio profissional vai querer direcionar os pedidos para a plataforma, porque ela facilita a vida dele", diz.

Antes de fazer parte da rede da Pollen, o florista tem de passar por um processo de seleção, que inclui análise de fotos dos arranjos e conversas por telefone. Hoje, são 250 profissionais espalhados por 17 cidades do país –50 deles estão na Grande São Paulo.

A empresa fica com 30% do valor dos produtos, que são comercializados a partir de R$ 28, sem contar o frete. Até o momento, De Bouer investiu R$ 800 mil para desenvolver e aprimorar a plataforma.
(Folha de S. Paulo ) (Carolina Muniz)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Domingo, 21/07
Sexta-Feira, 19/07
Caminhoneiros reagem à tabela de frete e planejam ato para segunda (10:36)
Milho: “Chove em Chicago” (08:59)
BRF começa a deixar turbulências para trás (08:57)
Quinta-Feira, 18/07
China vai inspecionar frigoríficos brasileiros por vídeo (14:16)
Demanda chinesa por carnes amplia exportações da UE (08:55)
Após divergências com a ministra, presidente da Embrapa é demitido (08:53)
Paraná deverá liderar produção de carnes, prevê especialista (07:44)
Itaú BBA aponta tendências de faturamento das carnes em 2019 (07:43)
Frango/BTG: fundamentos no curto prazo são bons; pico do ciclo pode estar próximo (00:42)
Quarta-Feira, 17/07
Zoetis destaca Magniplex na Festa do Ovo, em Bastos/SP (13:31)
Polinutri garante presença na tradicional Festa do Ovo de Bastos (11:39)
ANTT cede a caminhoneiros em tabela do frete (09:00)
Aviagen reúne representantes das principais empresas avícolas da América Latina para evento técnico nos EUA (08:16)
Custos de produção de suínos e de frangos de corte disparam em junho (08:11)
Mercado do boi gordo está perdendo força (08:07)
Mercado do milho finaliza a pregão nesta 3ª feira em campo negativo na CBOT (08:03)
Soja fecha com baixas de dois dígitos em Chicago (08:00)
Instituto Ovos Brasil patrocina 3ª edição da Corrida da Festa do Ovo (07:42)
Terça-Feira, 16/07
Yamasa participa da Festa do Ovo 2019, patrocina Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos e Corrida da Festa do Ovo (12:04)
Boehringer Ingelheim Saúde Animal confirma presença na Festa do Ovo de Bastos 2019 e reforça seu compromisso com o segmento de postura (12:00)
Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 602,8 bilhões em 2019 (11:30)
Milho: Mercado inicia sessão nesta 3ª feira com baixas em Chicago (09:34)
Plantio atrasado nos EUA estende impacto do clima sobre preço de grãos (09:22)
Mercosul acelera vigência de acordo com UE (09:19)
Levantamentos indicam que geada não comprometeu oferta de produtos (08:31)
PIB do agronegócio cresce 0,04% em abril (08:27)
Santa Catarina encerra o primeiro semestre com alta de 56% nas exportações de carnes (08:24)
Exportação de milho do Brasil no acumulado de julho já supera volume de junho (08:22)
Começo de semana parado no mercado do boi gordo (08:10)
Milho: mercado finaliza a sessão nesta 2ª feira com forte recuo na Bolsa de Chicago (08:08)
Soja fecha a 2ª feira com mais de 10 pts de queda na CBOT (08:00)