Sexta-feira, 21 de Julho de 2017
Matérias-Primas

Soja: próximos 3 meses serão fundamentais para os preços e para o produtor brasileiro
Campinas,SP, 27 de Abril de 2017 -
O mercado internacional da soja chegou a operar de lado durante o pregão desta quarta-feira (26), porém, os futuros da oleaginosa ampliaram suas baixas no final da sessão, levando o contrato maio/17 a perder novamente o patamar dos US$ 9,50. As cotações devolveram boa parte dos últimos ganhos, mesmo diante de previsões de chuvas ainda muito intensas para o Corn Belt até o início de maio.

A volatilidade é típica deste momento dos preços, que entram na ampla janela do mercado climático norte-americano, como explicam analistas. E, apesar do quadro, o primeiro número oficial do plantio americano - com 6% da área semeada até o último dia 23 - acabou sendo uma surpresa para o mercado.

Para o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, os 6% foram surpreendentes, ficaram acima do esperado, e os intervalos dos próximos 30, 60 e 90 dias serão fundamentais para o direcionamento e a formação dos preços, inclusive para o produtor brasileiro.

"Mas, para trazer uma projeção mais alinhada dos preços, será preciso esperarmos o dia 10 de maio, quando o USDA traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda, devendo trazer as primeiras projeções para nova safra americana", diz.

Previsão do Tempo nos EUA

Nos próximos 7 dias, segundo mostram as projeções da AgResource Brasil, as chuvas deverão ser bastante intensas, com acumulados que podem chegar a até 200 mm nos estados do Missouri, Arkansas e na metade sul de Illinois. "A ARC Brasil alerta que tais chuvas podem causar pequenas inundações localizadas e encostamento do solo – visto que a maioria dos solos norte-americanos apresentam textura com alto teor de argila. Solos com saturação de chuvas junto com temperaturas mais frias do que o normal poderá atrasar o plantio e a emergência da soja e milho no país".

Demanda

Na contramão, a demanda - ainda muito intensa não só nos EUA ou na América do Sul, como em ambos os fornecedores - continua sendo o principal pilar de suporte para as cotações. "Os preços no mercado físico brasileiro apresentaram leve recuperação com dólar levemente mais alto e demanda por grão sul-americano perdurando em altos volumes", informa a AgResource Company Brasil (ARC Brasil).

Os últimos números dos reportes semanais do USDA (Departameto de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que já foram embarcados 89% das 55,11 milhões de toneladas projetadas para exportação, enquanto o total comprometido com essas vendas externas já supera em mais de 600 mil toneladas essa estimativa.

E para alguns analistas internacionais, a atual fraqueza do dólar no cenário internacional poderia motivar ainda mais a procura pela soja norte-americana, o que já pode ser observado nas posições julho e agosto - motivada também pela retração vendedora no Brasil.

Por aqui, os embarques continuam acontecendo de forma bastante satisfatória e devem bater novo recorde para o mês agora em abril. Somente neste mês, o acumulado é de 7.580,7 milhões de toneladas. "Com os dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil conta atualmente com um acumulado de embarques neste ano de 20,981 milhões de toneladas, sendo que no mesmo período do ano passado contava com 18,306 milhões toneladas e era recorde de exportações acumuladas até o momento", explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Dólar e preços no Brasil

A cena política interna, por sua vez, vem contribuindo com a formação das cotações no Brasil. Nesta quarta, o dólar voltou a subir forte diante da preocupação de investidores sobre o futuro e o andamento das reformas no Brasil, as quais vêm enfrentando alguns obstáculos no Congresso Nacional. Com isso, a divisa chegou a se aproximar, na máxima do dia, dos R$ 3,20.

"O risco político ganhou incremento com a derrota parcial do governo, o que também reforça a demanda pela divisa norte-americana", informou a corretora Lerosa Investimentos em relatório, segundo a agência de notícias Reuters.

Dessa forma, os preços da soja nos portos do Brasil conseguiram, nesta quarta, acumular novas altas, principalmente no porto de Paranaguá. No terminal, o disponível foi a R$ 68,50, com alta de 0,74%, e a referência para junho a R$ 69,50 por saca, subindo 0,72%. Já em Rio Grande, estabilidade em, respectivamente, R$ 67,50 e R$ 68,00.

A volatilidade típica esperada para este período da temporada, como explica Ênio Fernandes, deverá, portanto, trazer algumas oportunidades para vendas, inclusive para o produtor brasileiro nestes próximos meses. "Ele deve encontrar espaço para participar do mercado entre maio e agosto, mas não pode se precipitar para vender muito rápido, tem que ir participando aos poucos", diz.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sexta-Feira, 21/07
Cobb-Vantress promove 3ª edição da Queima do Frango, em Rio Preto (SP) (13:29)
Proposta de UE e Brasil para subsídios causa divergência (09:17)
Futuro para a produção de carnes é bastante positivo e frango se destaca (08:41)
OVOS/CEPEA: clima frio controla oferta e sustenta cotações (08:25)
Cresce demanda em leilão de milho (08:12)
Em dez anos, produção de grãos pode superar 300 milhões de toneladas (08:10)
Milho sobe 8,5 pontos na CBOT com os fundos alongando posições sobre as mesmas notícias de clima quente nos EUA (08:08)
Com clima quente e seco nos EUA, soja sobe mais de 1% em Chicago e puxa preços no Brasil (08:00)
Quinta-Feira, 20/07
Portarias autorizam Mapa a contratar 300 médicos veterinários (15:19)
HatchTech apresenta dois novos Gerentes de Vendas Internacionais (14:09)
Aurora deve aproveitar crise da concorrência e dobrar abates (09:04)
Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE (08:40)
Santa Catarina encerra colheita de milho com incremento de 17% na produção (08:36)
Governo atualiza preços mínimos da safra de verão (08:25)
Conab anuncia novos leilões de milho para garantia de preços ao produtor (08:04)
Soja: apesar das altas em Chicago, 4ª feira de poucos negócios no Brasil frente à queda do dólar (08:00)
Quarta-Feira, 19/07
Cobb-Vantress realiza encontro com especialistas do Serviço Técnico (13:29)
SIAVS debate formação profissional para a produção animal (10:25)
CBNA realiza IV Congresso de Tecnologia da Produção de Alimentos para animais (09:28)
Receita altera normas de restituição (08:55)
Fiscal brasileiro presidirá Codex (08:52)
MP do Funrural deverá frustrar os frigoríficos (08:49)
Frio vai afetar ainda mais o preço do boi, que está em queda (08:12)
Começa disparada de fretes dos grãos (08:09)
Milho: dia de leves movimentações nas cotações (08:07)
Mercado interno da soja se mantêm estável (08:00)
Terça-Feira, 18/07
SIAVS debate controle da Salmonella e Listeria (10:34)
Fiscais ameaçam fazer novas mobilizações no país (09:11)
Avicultura vai dobrar valores de contribuição para Fundesa (09:05)
Theseo participa em mais uma edição da Festa do Ovo (08:39)
BRF não tira proveito de crise da JBS (08:27)
Mobilização: fiscais federais agropecuários paralisaram as atividades (08:24)
Mercado dos EUA à carne brasileira deve ser reaberto em até 60 dias (08:15)
Milho: mercado interno em busca de ajustes (08:05)
Soja: preços no Brasil apresentam queda (08:00)
Segunda-Feira, 17/07
Custos de produção de frangos de corte e de suínos reduzem 30% nos últimos 12 meses (13:34)
Qualidade não está em xeque, afirma o presidente da ABPA (09:14)
Safra 2017/18 marca início da 'era do aperto' no crédito rural (09:01)
Ministro Maggi vai aos EUA para tentar reverter embargo sobre a carne (08:30)
MILHO/CEPEA: queda externa e recuo do dólar voltam a pressionar cotações no Brasil (08:10)
No Brasil, preços da soja acompanharam a queda (08:00)