Segunda-feira, 29 de Maio de 2017
Saúde Animal

Governo e avicultores buscam viabilizar teste de triagem para IA no Lanagro
Belo Horizonte, MG , 31 de Janeiro de 2017 - O avanço da Influenza Aviária (IA) pelo mundo fez com que os avicultores e entidades representativas adotassem uma série de ações para que a produção de frango em Minas Gerais não seja afetada. Mesmo sem casos registrados no Brasil, o setor segue unido para criar barreiras e adotar medidas capazes de oferecer diagnóstico rápido e combate efetivo, caso ocorra alguma identificação da doença. A antecipação das medidas tem como objetivo garantir a sanidade do plantel.

Em Minas Gerais, uma das medidas de prevenção, segundo o superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Altino Rodrigues, foi a reunião feita no último dia 23 com a direção do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Pedro Leopoldo, quando foi solicitada a redução do prazo de realização dos exames que detectam a Influenza Aviária (IA) e a realização do teste de triagem, que antecipa os resultados.

Rodrigues explica que, no Brasil, o teste que identifica a influenza aviária é feito em Campinas (SP) e leva cerca de 30 dias para sair o resultado final. Mas, segundo ele, existe a opção do teste de triagem, que é rápido, e entre duas e quatro horas se tem o resultado indicativo para a doença. Este resultado preliminar é considerado fundamental para que, em casos positivos, ocorra a antecipação das ações para controle antes mesmo dos resultados finais comprovarem ou não a enfermidade.

“Fomos ao Lanagro saber se o laboratório é bem equipado e se pode fazer os testes de triagem. Vamos acompanhar para dar apoio naquilo que falta para que possa ser feito. A direção do laboratório ficou de fazer a relação de material e de pessoal necessários para a realização desse teste mais rápido. Como os kits de exames de triagem têm prazo de validade muito curto, o que dificulta ao laboratório fazer os exames, a Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) se disponibilizou a adquirir este material a cada 60 dias”, disse Rodrigues.

Ainda segundo Rodrigues, os sintomas da influenza aviária são muito parecidos com outras enfermidades que acometem as aves. Por isso, a realização do teste de triagem é importante para que se identificar, o mais rápido possível, se tem a possibilidade de ser a influenza aviária, o que será confirmado, definitivamente, com os testes feitos em Campinas.

“Nosso objetivo é adotar as medidas de controle com base nos resultados do teste de triagem, independente se o teste definitivo vai ser positivo ou não. No caso da influenza aviária é melhor agir por excesso do que por omissão”, disse Rodrigues.

Estado - Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Cláudio Coutinho Leitão, o governo do Estado está tomando todas as medidas possíveis para que a produção de Minas Gerais não seja afetada pela influenza aviária. No Estado são 1.500 propriedades certificadas e os técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão visitando e orientando sobre todos os cuidados necessários.

“A influenza aviária é uma questão realmente preocupante, estamos atentos e fazendo tudo que é possível do ponto de vista da defesa sanitária. Qualquer problema neste sentido poderia afetar de forma muito impactante a economia do Estado. Foi uma das primeiras ações conversadas com o IMA e já temos plano de contingência para esta questão. Sabemos que a migração das aves do Chile não vem para o Brasil, não é situação de pânico, mas é de responsabilidade”.

Fundo - O analista de agronegócios da Faemg, Wallisson Lara Fonseca, ressalta que a criação do Fundo de Defesa Agropecuária é fundamental para o Estado, principalmente por permitir que ações de prevenção e controle de doenças sejam feitos rapidamente. “Estamos preocupados, pois ainda precisamos consolidar, no Estado, o Fundo de Defesa Agropecuária.

Ele nos dará tranquilidade no caso de epidemias e enfermidades como a influenza aviária, que é de grande relevância. É importante para que o setor tenha recursos e trabalhe preventivamente. Na pior das hipóteses, caso confirmada alguma enfermidade grave, poderemos atuar fazendo quarentena ou vazio sanitário nas regiões afetadas, dando suporte aos produtores com serenidade e agilidade. Estamos aguardando o parecer da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)”.
(Diário do Comércio) (Michelle Valverde)
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