Matérias-Primas

Brasil negocia cerca de 2 mi de t de soja nesta 3ª feira com disparada dos preços em Chicago

Preços sobem motivados, principalmente, pelo cenário de clima desfavorável para o plantio nos EUA, que já se mostra bastante atrasado. Atraso é um dos mais sérios em 30 anos, segundo consultor. Prêmios mais altos e dólar próximo dos R$ 4,00 também contribuem. As condições de clima no Meio-Oeste americano favoreceram os preços da soja no mercado em Chicago nesta terça-feira (14) e os futuros da oleaginosa terminaram o dia subindo quase 30 pontos nos principais vencimentos. O julho fechou com US$ 8,29 e o agosto, US$ 8,36 por bushel. Os preços recuperaram, praticamente, tudo o que perderam nos últimos dias, se aproximando dos patamares observados na última semana. Os ganhos favoreceram também a formação das cotações no mercado brasileiro e motivaram bons negócios. Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o Brasil negociou, aproximadamente, 2 milhões de toneladas de soja em grão - entre portos e interior - somente nesta terça-feira, com preços que variaram entre R$ 76,00 e R$ 80,00 nos principais portos do país. "Os produtores brasileiros vieram ao mercado aproveitar os picos de preços e fizeram bons negócios, mas aqueles que ainda têm condições de segurar porque já venderam um pouco mais estão segurando", explica Brandalizze. Afinal, a demanda pelo produto brasileiro segue consistência e a tendência é de que os prêmios brasleiros sigam se valorizando. Nesta terça, as principais posições de entrega apresentaram valores entre De janeiro à última semana de maio, o Brasil já exportou 31 milhões de toneladas de soja, volume recorde histórico e que coloca o programa de exportações à frente do mesmo período do ano passado, que o Brasil exportou um total recorde da oleaginosa. "Isso já sinaliza que teremos menos soja mais cedo, eu acredito até que teremos que importar algum volume no final do ano", completa o especialista. CLIMA NOS EUA Nos EUA, o foco do mercado deixou um pouco a política nesta terça-feira e se focou em seus fundamentos, principalmente nas questões de clima do Corn Belt. Diante das preoucpações que se agravam, os grãos subiram mais de 3% na Bolsa de Chicago. Os ganhos intensos não foram registrados somente pela soja, mas também pelo milho e o trigo. De acordo com as últimas previsões do NOAA, depois de uma rápida trégua das precipitações nesta quarta-feira (15), elas voltam intensas pelos próximos dias em um corredor entre os estados do Texas e de Minnesota. São esperados mais de 50 mm. Trump sinaliza otimismo sobre negociações com a China, mas prepara novas tarifas WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou otimismo sobre as perspectivas de um acordo comercial com a China nesta terça-feira, enquanto autoridades do governo preparam tarifas de 25 por cento sobre todas as importações chinesas restantes sem novas negociações agendadas. Em uma série de publicações em sua conta no Twitter nesta terça-feira, Trump manteve sua agenda "América Primeiro" em apoio às tarifas comerciais dos EUA e pediu para que as empresas norte-americanas o apoiem e afastem seus negócios da China. No entanto, ele também suavizou sua postura quanto à soja e outros produtos agrícolas, pedindo uma atitude por parte de Pequim. "Quando for o momento certo, faremos um acordo com a China", disse Trump. "Vai acontecer e muito mais rápido do que as pessoas imaginam." "Espero que a China nos faça a honra de continuar comprando nossos ótimos produtos agrícolas, que são os melhores, mas se não continuar, seu país irá compensar a diferença", escreveu ele ao se referir diretamente aos agricultores dos EUA. Trump disse na segunda-feira que espera se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma cúpula de líderes do G20 no Japão no final de junho. Com base em um cronograma acelerado estabelecido pelo gabinete do representante de Comércio dos EUA na segunda-feira, Trump estará em posição de impor tarifas de 25 por cento sobre outros 300 bilhões de dólares em produtos chineses quando se reunir com Xi. O gabinete informou que realizará uma audiência pública sobre a lista de tarifas em 17 de junho e fará os comentários finais apenas sete dias depois. A lista inclui um amplo leque de produtos de consumo, de telefones celulares e computadores a roupas e calçados, mas exclui produtos farmacêuticos e alguns compostos especiais. Enquanto as negociações para resolver a guerra comercial entre EUA e China estagnaram na semana passada, Trump aumentou a pressão elevando as tarifas na sexta-feira para 25%, ante 10%, sobre uma lista anterior de 200 bilhões de dólares em importações chinesas. A China retaliou na segunda-feira com tarifas mais altas sobre uma lista revisada de 60 bilhões de dólares em produtos dos EUA.

(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)



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