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Coletor de ovos da EMBRAPA reduz as perdas na avicultura familiar

Um coletor que protege a produção de ovos dos predadores - como animais cobras, cães, o pássaro cancão (Cyanocorax cyanopogou) e o lagarto teiú (Tupinambis teguixim) - está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pela Embrapa Meio-Norte (PI), o coletor, que já é conhecido como “piano de galinheiro”, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão. “A ideia surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, que desenvolveu o instrumento e integra a equipe que trabalha na conservação da galinha Canela Preta (Gallus gallus) do projeto, liderado pela Embrapa Suínos e Aves (SC). Hoje, praticamente não há perdas. O coletor já está sendo usado em 49 municípios do Piauí, Ceará, Maranhão, Bahia e Pernambuco. O instrumento veio também para resolver um dos maiores problemas da avicultura familiar da região: o acesso das aves à alimentação natural no próprio terreiro. Para evitar que as galinhas comam os próprios ovos, o avicultor cerrava o bico da ave, procedimento que era feito em larga escala. Com isso, o animal tinha dificuldade de comer fragmentos de grãos e insetos, por exemplo, perdia peso, ficava fraco e facilmente era atacado por doenças. “Esse é outro ponto importante no processo de desenvolvimento da produção de aves caipiras”, garante Almeida. O primeiro relato de sucesso vem do município de Codó, na região dos Cocais maranhenses. Onias Vieira de Santana, o Baixote, de 66 anos, conseguiu estancar os prejuízos depois que passou a usar o instrumento em seu sítio, no povoado Barra do Saco. “Mais da metade de toda a minha produção de ovos era perdida porque as próprias galinhas a comiam", relata. Hoje, segundo ele, as perdas são mínimas e acontecem quando uma ave está choca e não quer abandonar o ninho. “Com isso, outra galinha que quer pôr não entra no ninho e faz a postura no terreiro, o que facilita a ação dos predadores”, conta. Com 300 unidades no plantel, todas da raça Canela Preta, Baixote tem uma produção diária de 80 ovos, que são consumidos pela própria família e para a geração de pintos. Além de criar aves caipiras em três galinheiros, todos protegidos com telas de arame, o produtor participa do BioFort, conjunto de projetos da Embrapa com o cultivo de feijão-caupi, batata-doce e milho. A produção vai além dos biofortificados. O sítio, de sete hectares, produz ainda melancia e banana, que são comercializadas na feira do município. O zootecnista da Embrapa Meio-Norte e especialista em aves Robério Sobreira vê a tecnologia como um grande avanço na avicultura familiar do Nordeste. A vantagem principal, no entender dele, é que, após a postura, o ovo rola para um local protegido de predadores e das próprias galinhas, evitando, inclusive, o início do desenvolvimento não planejado de embriões. Ele destaca ainda que o coletor, por ser móvel, possibilita a limpeza e a higienização dos ninhos de forma mais prática e eficiente. Outro ponto importante é que o instrumento tem baixo custo. Clique aqui para ler a matéria completa e acessar planta-modelo de coletor de ovos familiar.

(Embrapa Meio Norte/Piauí) (Assessoria de Imprensa)



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