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Soja: mercado está apático

Ontem, quinta-feira (14), o mercado da soja fechou o pregão em queda na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa trabalharam durante todo o dia com estabilidade, chegaram a testar leves altas, porém, logo voltaram para o campo negativo para encerrar os negócios. Dessa forma, o contrato maio - que é o mais negociado neste momento - ficou em US$ 8,99 por bushel, enquanto o agosto fechou com US$ 9,19 por bushel. O mercado futuro norte-americano segue apático e à espera de novidades sobre a China, novidades fortes que possam provocar uma mudança profunda no atual cenário de oferta dos EUA. Com uma demanda ainda lenta pela oleaginosa americana, os estoques finais do país estimados em mais de 20 milhões de toneladas continuam como uma sombra sobre as cotações. Nem mesmo as boas vendas semanais para exportações reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgadas nesta quinta-feira foram suficientes para animar os traders. Na semana encerrada em 7 de março, os EUA venderam 1.911,9 milhão de toneladas de soja da safra 2018/19 para exportação e o número veio ligeiramente acima das expectativas do mercado, as quais variavam entre 1,2 e 1,9 milhão de toneladas. A China foi a maior responsável pelas compra e, do total, ficou com 1.707,6 milhão de toneladas. Como já vinha sendo adiantado por analistas e consultores, embora a notícia seja positiva e confirme que os chineses seguem mostrando sua boa vontade e sinalizando a possibilidade de um acordo, a mesma ainda é insuficiente para provocar uma reação mais intensa no mercado internacional. Em todo o acumulado do ano safra, as vendas americana de soja somam 41.182,2 milhões de toneladas, contra mais de 49 milhões nesse mesmo período do ano passado. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estima que sejam exportadas pelo país 51,03 milhões de toneladas neste ano comercial. Além disso, a agência internacional de notícias Bloomberg informou ainda que o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping está adiado, pelo menos, até abril. A notícia esfriou ainda mais os ânimos nos mercados internacionais. Há ainda o posicionamento dos fundos e sua ampla atuação na ponta vendedora. "Há rumores de que os fundos estariam segurando uma grande posição nas vendas à espera do plantio na primavera americana. Isso significa que podemos ver uma temporada interessante de plantio", explica ao portal internacional Successful Farming, o analista de mercado Al Kluis, da Kluis Advisors.

(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)



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