Política Agrícola

Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura de Bolsonaro

Tereza Cristina, coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputada federal pelo Democratas do Mato Grosso do Sul, foi anunciada nesta quarta-feira (07) como ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O presidente eleito confirmou a informação no Twitter: “Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 7 de novembro de 2018”. Ela é a primeira mulher a ser anunciada para o ministério; questionado ontem, Bolsonaro disse que sua equipe “com certeza” contaria com mulheres. Na equipe de transição, todos os 27 nomes anunciados inicialmente eram homens; diante da repercussão negativa, quatro mulheres foram adicionadas – três ligadas ao Exército e uma economista. Já estão confirmados como ministros Paulo Guedes, para Economia; Sérgio Moro, para Justiça; Onyx Lorenzoni, para Casa Civil; Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia; e o general Augusto Heleno, para o Gabinete de Segurança Institucional. Bolsonaro promete um diplomata para o ministério das Relações Exteriores e já anunciou a incorporação do Ministério do Trabalho em algum outro; o número de pastas deve ser enxugado das atuais 29 para 17 ou 18. Inicialmente, Bolsonaro iria fundir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, mas, após resistência de parte do agronegócio temeroso de prejuízo especialmente para as exportações, já anunciou que as duas pastas continuarão separadas. Perfil da nova Ministra Engenheira agrônoma e empresária de 64 anos, Tereza Cristina tem uma longa trajetória no setor agropecuário. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB). Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país. Antes do primeiro turno, Tereza Cristina encontrou-se com Bolsonaro no Rio de Janeiro e anunciou, àquela altura, o apoio da FPA ao então candidato. Foi o primeiro apoio de peso que o ainda presidenciável recebeu no Congresso durante a eleição. A bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares. Tereza Cristina chegou a ser cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa do candidato derrotado do PSDB, Geraldo Alckmin. O tucano, entretanto, preferiu optar por outra expoente da bancada ruralista, a senadora gaúcha Ana Amélia (PP).

(Exame) (Redação)



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