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Trabalhadores da BRF aceitam suspensão de contratos por cinco meses

A maioria dos colaboradores aceitou, em assembleia, a contraproposta da empresa BRF negociada com o sindicato, em reestruturar suas atividades através da medida chamada de lay-off em seis meses, incluindo as férias coletivas. A votação aconteceu na tarde desta terça-feira (10), no Centro Comunitário do Loteamento Vila Manteli. Há dez dias, a BRF anunciou a aplicação da medida que, pressupõe férias coletivas de 30 dias e suspensão do contrato em cinco meses, para 1.400 funcionários que atuam na linha de produção de frangos da Unidade de Chapecó. Em nota, a empresa informou que, a decisão leva em conta a necessidade de ajustes na produção, agravada pela recente greve dos caminhoneiros. Se a proposta não fosse aceita, os 1,4 mil funcionários seriam demitidos. O anúncio surpreendeu o sindicato e os colaboradores. Segundo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias das Carnes e Derivados de Chapecó (Sitracarnes), Jenir Ponciano de Paula, após várias tratativas com a empresa, os trabalhadores foram chamados para assembleia. O sindicato não aceitou a primeira proposta que era somente a lay-off”, disse Jenir. Ele considera lamentável a decisão da empresa. “Pois a gente sabe que nesse momento o desemprego está muito alto no país, então o momento agora é segurar para que o trabalhador não seja demitido”, afirma Jenir. Os trabalhadores aceitaram a proposta onde a empresa se compromete em voltar ao trabalho no máximo em cinco meses. Diante da aprovação da categoria, o Sitracarnes assinará o Acordo Coletivo de Trabalho com a BRF. Proposta aceita • Data da vigência e término da suspensão de contratos e o setor abrangido; • Vale alimentação: um kit de produtos da BRF no valor de R$ 60,00 mensal; e R$ 50,00 no cartão de vale alimentação. Durante a vigência da suspensão dos contratos. • R$40,00 de ajuda de custos, sem natureza salarial; • Em caso de demissão após três meses do fim da suspensão dos contratos, a empresa pagará multa adicional de 100% do salário nominal, além da multa rescisória normal; • Vale transporte gratuito durante a suspensão dos contratos; • Os trabalhadores abrangidos pela suspensão do contrato devem participar de um curso. Se faltar sem justificativa pode perder o salário; • O curso acontecerá em dias consecutivos; • Os aposentados que estiverem na suspensão de contratos receberão pela empresa o mesmo valor da bolsa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) • O trabalhador que não tem doze meses da empresa a BRF pagará o valor da bolsa do FAT; • Manutenção do plano de saúde; A empresa repassou ao sindicato o nome de todos os trabalhadores envolvidos na suspensão de contratos. As férias coletivas de 30 dias iniciam no dia 30 de julho e encerrarão em 29 de agosto. Em seguida entra a medida de suspensão de contratos que vai até janeiro de 2019. Durante esse período, após dois meses, em um prazo de 72h de antecedência, a empresa pode chamar novamente os funcionários para retornarem ao trabalho. Produção Atualmente são abatidos diariamente aproximadamente 70 mil perus na unidade da BRF de Chapecó, sendo em média 32 mil de corte e 35 mil temperados. Demissões O presidente explica que o sindicato já foi comunicado sobre as possíveis demissões no mês de julho no setor de abate de peru. Ao todo, a empresa pretende demitir cerca de 350 funcionários e somente em Chapecó terá o abate de peru. “O número poderia ter sido até maior, mas devido ao fechamento das plantas que abatem peru, a empresa BRF de Chapecó, vai diminuir um turno de corte e, para fazer essa adequação serão necessárias as demissões”, afirmou Jenir. O sindicato ainda tenta negociar com a empresa. “A gente ainda não sentou com a empresa. Nossa proposta para a empresa que não mande ninguém embora. Estamos vendo se há possibilidade de nós negociarmos”, comentou o presidente.

(Clic RDC) (Redação)



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