Exportação

Exportação de carne bovina para China supera a de aves

Após dois anos seguidos de queda, as exportações do agronegócio brasileiro para a China voltam a subir. Em 2017, as receitas somaram US$ 23 bilhões, acima dos 17,7 bilhões de 2016. O carro-chefe do setor continua sendo, de longe, a soja. A supersafra brasileira da oleaginosa permitiu a colocação de 68,2 milhões de toneladas do produto no mercado externo, 32% mais do que em 2016. A China ficou com 79% dessa soja, no valor de US$ 20,3 bilhões. No ano de 2016, devido à quebra de safra de soja, as exportações brasileiras tinham rendido US$ 14,4 bilhões. Outro destaque nas vendas externas brasileiras para os chineses é a carne bovina. Essa proteína entrou em definitivo na pauta de importações dos chineses. Pela primeira vez, eles gastaram mais com a compra de carne bovina brasileira do que com a de aves, conforme dados da Secex (Secretaria de Comercio Exterior). Os gastos chineses no Brasil com carne bovina desossada subiram para US$ 929 milhões no ano passado, com evolução de 32%. Já as exportações de carne de aves recuaram para US$ 761 milhões, uma queda de 11%. Os chineses elevaram também as importações de óleo de soja, que foram a 335 mil toneladas em 2017, 36% mais do que no ano anterior. O destaque negativo na relação comercial do Brasil com a China ficou para o açúcar. Tradicionalmente com média de 2,5 milhões de toneladas por ano, as vendas brasileiras do ano passado caíram para apenas 328 mil toneladas, segundo a Secex. A China pisou no freio também nas compras de milho. que somaram apenas 17 mil toneladas no ano passado. O volume registra queda de 90% em relação ao de 2016. O recuo chinês ocorre em um período em que a produção e as exportações brasileiras do cereal atingiram patamares recordes.

(Folha de São Paulo) (Mauro Zafalon)



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